O que é a escala 6×1 e quem a vive
A escala de trabalho 6×1 prevê seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso. Esse regime é realidade para milhões de brasileiros. Para alguns, como Rafaela e Júlio César, a jornada se estende por anos e deixa marcas profundas.
Rafaela: 10 anos na escala 6×1
Rafaela é mãe de dois filhos e trabalha há mais de 10 anos no setor, sempre contratada no modelo 6×1. Ela afirma se sentir “bastante afetada” e diz “não aguentar mais trabalhar nessa escala”. Seu sonho atual é sair dela.
Júlio César: dois anos e o divórcio
Júlio César é vigilante patrimonial de um shopping na capital paulista e trabalhou no regime 6×1 por dois anos. Ele classifica a escala como “insustentável” e relata problemas de saúde. Além disso, afirma que teve a vida pessoal afetada e se divorciou nesse período.
Impactos na saúde e na vida pessoal
A rotina exaustiva, com apenas um dia de folga por semana, dificulta o convívio familiar e o cuidado com a saúde. Júlio César destaca que a escala 6×1 foi um fator determinante para o divórcio e para o surgimento de problemas de saúde.
Uma alternativa possível: escala 12×36
Hoje, Júlio César trabalha na escala 12×36, na qual cumpre 12 horas de jornada seguidas por 36 horas de descanso. Ele afirma que, nessa escala, ganha menos, mas tem vida e descanso. Com a mudança, consegue passar mais tempo com a família e sente melhora na saúde mental e física.
Os relatos de Rafaela e Júlio César ilustram os desafios de quem vive na escala 6×1 por longos períodos. Enquanto Rafaela ainda busca uma saída, Júlio César encontrou na escala 12×36 um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. A discussão sobre a jornada de trabalho continua relevante para milhões de brasileiros que buscam qualidade de vida.
