Economia

Estoques no limite mantêm pressão sobre o petróleo


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Estoques no limite mantêm pressão sobre o petróleo
Crédito: valor.globo.com

Cessar-fogo entre EUA e Irã não alivia pressão sobre o petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou o cessar-fogo na guerra com o Irã. A medida poderia sinalizar uma redução das tensões no Oriente Médio. No entanto, os preços do petróleo continuam em alta, embora em ritmo moderado.

O mercado parece desconsiderar o alívio geopolítico. O foco está em fundamentos mais estruturais. Os preços da commodity se encaminham para permanecer elevados, segundo projeções de instituições financeiras. A expectativa é que o petróleo não retorne aos patamares anteriores ao conflito tão cedo, mesmo com a trégua.

Estoques globais em mínimas históricas pressionam os preços

O Goldman Sachs justifica a alta dos preços do petróleo pelo nível cada vez menor dos estoques globais. A instituição alerta que os estoques devem atingir mínimas históricas, mesmo em um cenário otimista. Essa escassez estrutural pressiona os preços para cima, independentemente de fatores políticos de curto prazo.

Demanda robusta e oferta limitada

A situação é agravada pela demanda global, que segue robusta, enquanto a oferta não consegue acompanhar. A combinação de estoques enxutos e produção limitada cria um ambiente de preços elevados e voláteis.

Victor Rezende, coordenador da cobertura de mercados financeiros no Valor desde 2019, acompanha de perto esses movimentos. Ele destaca que o mercado de petróleo permanece sensível a qualquer notícia sobre oferta e demanda, com os estoques no centro das atenções.

Resumo: alívio momentâneo, mas problema estrutural persiste

O cessar-fogo trouxe alívio momentâneo, mas não resolveu o problema de fundo: os estoques globais de petróleo estão no limite. Enquanto isso não mudar, a pressão sobre os preços deve continuar.

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