Lucro líquido despenca 76,6% no primeiro trimestre
A fabricante de máquinas Romi registrou lucro líquido de R$ 2,36 milhões no primeiro trimestre de 2025. Esse valor representa uma queda acentuada de 76,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em termos ajustados, o resultado foi de R$ 2,37 milhões, com recuo de 75,8%. Os números evidenciam um desempenho financeiro desafiador para a companhia no início do ano.
Receitas totais também apresentam retração
As receitas da empresa somaram R$ 220,9 milhões entre janeiro e março. Esse montante indica uma redução de 19,1% sobre o mesmo intervalo de 2025.
A queda generalizada nos principais indicadores financeiros aponta para um cenário de contração nas atividades da empresa.
Faturamento por unidades de negócio
Desempenho da unidade Máquinas Romi
O faturamento da unidade Máquinas Romi, um dos principais braços da empresa, foi para R$ 121,1 milhões no trimestre. Esse valor representa uma queda de 22,3% na comparação anual.
Resultado da unidade Máquinas Burkhardt + Weber
A unidade Máquinas Burkhardt + Weber registrou faturamento de R$ 64,9 milhões, com recuo de 11,4%.
Segmento de Fundidos e Usinados
A receita do segmento de Fundidos e Usinados foi de R$ 34,9 milhões, recuando 20,5%. A performance das diferentes unidades mostra que a retração foi generalizada, afetando múltiplas frentes de atuação da companhia.
Ebitda cai quase 60% no período
O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Romi foi de R$ 7,34 milhões no primeiro trimestre. Esse valor representa uma redução de 59,7% no ano.
Em termos ajustados, o Ebitda caiu 59%, ficando em R$ 7,36 milhões. A queda acentuada nesse indicador sugere uma pressão sobre a geração de caixa operacional da empresa.
Resultado financeiro e posição de caixa da companhia
Desempenho positivo no resultado financeiro
O resultado financeiro da empresa foi positivo em R$ 12,9 milhões no período. No mesmo intervalo do ano anterior, esse resultado havia sido de R$ 5,51 milhões.
Esse desempenho mais robusto na esfera financeira ajudou a mitigar, em parte, os impactos da retração operacional.
Posição líquida positiva
Ao fim de março, a companhia possuía:
- R$ 383,5 milhões em caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras
- Dívida de R$ 172,2 milhões
Esses números indicam uma posição líquida positiva, que pode oferecer algum fôlego para a empresa navegar pelo cenário atual.
Conclusão: cenário desafiador para a Romi
Os dados do primeiro trimestre pintam um quadro de desafios para a Romi, com quedas expressivas na lucratividade e no faturamento. A empresa agora enfrenta o teste de reverter essa tendência nos próximos períodos.
