Economia

Fernando Batalha: consórcio é nova fronteira dos investimentos


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Em um momento em que a taxa Selic se mantém em patamares elevados, encarecendo o crédito tradicional, o consórcio ganha espaço como ferramenta estratégica para investidores. O especialista em alavancagem patrimonial Fernando Batalha destaca que a modalidade se torna ainda mais atrativa nesse contexto, oferecendo uma rota alternativa para a expansão do patrimônio.

Esse movimento ocorre paralelamente à manutenção dos juros básicos em níveis altos, que ampliam o custo efetivo total das operações de crédito convencionais.

Quem é Fernando Batalha

Fernando Batalha é um especialista em alavancagem patrimonial com mais de três décadas de atuação no mercado. Ele defende o consórcio como um instrumento estratégico para a expansão de ativos, posicionando-o como uma alternativa viável em cenários econômicos desafiadores.

Além de sua trajetória profissional, Batalha é autor do livro “O Elo do Sucesso” e promove eventos presenciais tanto no Brasil quanto na Europa. Sua agenda internacional está em expansão, refletindo o interesse crescente por suas abordagens sobre gestão patrimonial.

O impacto dos juros altos no crédito

A taxa Selic permanece em níveis elevados, na casa dos dois dígitos, o que tem impacto direto no custo do financiamento. Com juros tão altos, o valor final pago em operações de crédito tradicional pode ficar significativamente mais caro.

Financiamentos tradicionais versus consórcio

Esse cenário encarece financiamentos tradicionais, como os imobiliários ou de veículos, que operam com juros compostos. Por outro lado, a manutenção da Selic em patamares elevados torna o consórcio uma opção ainda mais atrativa para quem busca planejar aquisições sem a carga financeira típica dos empréstimos.

Como funciona o consórcio

Diferente dos financiamentos convencionais, o consórcio trabalha com uma taxa de administração diluída ao longo das parcelas, sem a incidência de juros sobre juros. Isso significa que não há o efeito dos juros compostos, que podem dobrar ou até triplicar o valor pago ao final de um contrato de crédito tradicional.

A modalidade permite uma aquisição planejada, onde os participantes formam grupos para contemplação periódica de cotas. Essa estrutura oferece mais previsibilidade e controle sobre os gastos, especialmente em períodos de incerteza econômica.

Crescimento do setor de consórcios

Segundo dados da ABAC, o volume de créditos comercializados no sistema de consórcios tem registrado crescimento anual relevante. Esse aumento é especialmente notável nos segmentos de imóveis e veículos leves, que respondem por grande parte das operações.

Destaque para o segmento imobiliário

A modalidade imobiliária, em particular, ganhou protagonismo em períodos de juros altos, justamente por permitir a aquisição planejada sem a carga financeira típica dos financiamentos. Esse movimento reflete uma busca por alternativas mais acessíveis em um mercado de crédito restrito.

Vantagens do consórcio em um cenário desafiador

Com a taxa Selic em níveis elevados, o consórcio se destaca como uma opção viável para quem deseja expandir seu patrimônio sem assumir dívidas caras. A ausência de juros compostos reduz o custo total da operação, tornando a modalidade uma ferramenta de planejamento financeiro eficiente.

Além disso, a previsibilidade das parcelas ajuda a organizar o orçamento familiar ou empresarial. Em contraste com os financiamentos tradicionais, que se tornam mais onerosos, o consórcio oferece uma rota de crescimento patrimonial com menos riscos de endividamento excessivo.

Perspectivas para o futuro dos consórcios

O crescimento relevante no sistema de consórcios indica uma tendência de migração de investidores para modalidades mais seguras em tempos de juros altos. A modalidade imobiliária, que permite aquisição planejada, deve continuar atraindo interesse enquanto a Selic se mantiver em patamares elevados.

Especialistas como Fernando Batalha reforçam que o consórcio é uma fronteira estratégica para quem busca alavancar patrimônio sem depender de crédito caro. Assim, a tendência é que a ferramenta consolide seu espaço como alternativa viável no mercado de investimentos.

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