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Crédito externo para estados: como funciona o aval da União e do Senado


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Crédito externo para estados: como funciona o aval da União e do Senado
Crédito: exame.com

O Senado Federal autorizou o estado de Mato Grosso do Sul a contratar um empréstimo de US$ 200 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD). A decisão, tomada recentemente, reacendeu o debate sobre como estados brasileiros acessam financiamento no exterior. O processo, previsto na Constituição, envolve regras rígidas e a participação de diferentes esferas de governo.

Regras constitucionais para crédito externo

Pela Constituição, cabe ao Senado autorizar operações de crédito externo de interesse de entes subnacionais. Os estados só conseguem contratar empréstimos internacionais se cumprirem três condições básicas: aval da União, autorização legislativa e capacidade de pagamento comprovada. O caso sul-mato-grossense segue esse roteiro.

Os recursos serão destinados ao programa Rodar MS, voltado à melhoria de rodovias, com foco em segurança e adaptação climática. Segundo a relatora da proposta, senadora Tereza Cristina (PP-MS), o estado só obteve acesso ao crédito por demonstrar equilíbrio fiscal. A fonte não detalhou os prazos de pagamento ou as taxas de juros envolvidas.

Impacto dos investimentos em infraestrutura

Projetos de infraestrutura, como o Rodar MS, tendem a ter maior potencial de retorno. Segundo o economista ouvido pela reportagem, investimentos em expansão logística podem impulsionar arrecadação e atividade econômica. O economista afirma: “Para cada real aplicado em investimento, há impacto positivo na receita”.

O pesquisador Nelson Rocha ressalta que há diferença entre financiar investimento e custeio. Nelson Rocha afirma: “Quando o crédito é destinado a investimento, pode gerar crescimento e melhorar o resultado fiscal no futuro. Mas, para despesas correntes, não resolve o problema estrutural”. A declaração destaca a importância de direcionar os recursos para áreas produtivas.

Outras medidas em tramitação

Paralelamente, outras propostas relacionadas a crédito e financiamento estão em discussão. Uma proposta prevê que recém-formados sem renda fiquem isentos de cobrança de empréstimos estudantis. O novo modelo busca reduzir risco para o estudante e atrair novos inscritos. A fonte não detalhou os critérios de elegibilidade ou o impacto fiscal.

Outra decisão amplia o controle sobre o uso da terra, e um especialista aponta possíveis efeitos sobre investimentos no agronegócio. A fonte não especificou o teor da decisão ou o nome do especialista. Levantamento realizado pela Ford em parceria com o Datafolha aponta escassez de talentos tech por falta de competência técnica. Já um projeto de lei aprovado no Senado visa alinhar o País a padrões internacionais e aumentar a transparência no mercado. Os detalhes dessas iniciativas não foram aprofundados na reportagem.

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