BCE mantém juros, mas monitora petróleo
O Banco Central Europeu (BCE) ainda não vê impacto suficiente da alta dos preços do petróleo sobre a inflação que justifique um aumento de juros. A declaração foi feita pelo presidente do banco central da França e membro do conselho do BCE, François Villeroy de Galhau, em entrevista à emissora France 5 nesta terça-feira (5).
Na semana passada, o BCE manteve suas taxas de juros inalteradas. No entanto, a instituição sinalizou que um aumento será considerado na reunião de junho. A decisão reflete a avaliação de que, por enquanto, os efeitos da alta do petróleo não são suficientemente fortes para justificar uma mudança na política monetária.
Villeroy: ‘No momento, não temos sinais suficientes’
Villeroy declarou à France 5: ‘No momento, não temos sinais suficientes dessa propagação’. Ele se referia aos possíveis efeitos secundários da alta do petróleo sobre a inflação. O dirigente completou: ‘Se observarmos esses efeitos secundários, agiremos e aumentaremos as taxas para evitar que a inflação se torne generalizada e sustentável’.
A declaração deixa claro que o BCE está atento aos riscos inflacionários, mas ainda não vê necessidade de agir imediatamente. A postura cautelosa contrasta com a de outros bancos centrais que já iniciaram ciclos de aperto monetário.
Aposentadoria de Villeroy antes da reunião de junho
Villeroy não participará da próxima reunião de política monetária do BCE. Ele anunciou sua aposentadoria no final de maio, antes do término de seu mandato, no próximo ano. Sua saída ocorre em um momento em que o BCE se prepara para discutir um possível aumento de juros.
A ausência de Villeroy na reunião de junho pode influenciar as discussões, mas a fonte não detalhou como o BCE lidará com essa mudança. O banco central europeu segue monitorando os dados econômicos para tomar a decisão mais adequada.
