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Marcopolo lucra R$ 266,1 milhões no 1º tri de 2026, alta de 10%


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Marcopolo lucra R$ 266,1 milhões no 1º tri de 2026, alta de 10%
Crédito: valor.globo.com

Lucro líquido atinge R$ 266,1 milhões, alta de 10%

A Marcopolo registrou lucro líquido de R$ 266,1 milhões no primeiro trimestre de 2026. O valor representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 304,8 milhões, com alta de 16,3% na comparação anual.

Receita líquida recua 1,3%, para R$ 1,65 bilhão

Apesar do avanço no lucro, a receita líquida da companhia caiu 1,3% no trimestre, totalizando R$ 1,65 bilhão. A queda foi puxada pelo desempenho no mercado brasileiro e nas exportações a partir do Brasil, além da controlada mexicana Polomex.

Receita no Brasil cai 3,5%

As receitas da Marcopolo no Brasil recuaram 3,5% em um ano, para R$ 899,7 milhões. As exportações do Brasil também caíram 9%, somando R$ 159,3 milhões.

Já as receitas no exterior avançaram 4,6%, totalizando R$ 596,2 milhões.

A redução de 1,3% na receita líquida é explicada pela queda no volume de unidades faturadas no mercado brasileiro e nas exportações a partir do Brasil, bem como pelo desempenho da Polomex. Por outro lado, a formação do mix de vendas no Brasil, com produtos de maior valor agregado, e a boa performance da operação australiana Volgren ajudaram a compensar parcialmente a queda dos volumes.

Produção brasileira cai 2,1%

No trimestre, a produção brasileira de carrocerias para ônibus atingiu 6.196 unidades, redução de 2,1% ante o mesmo período de 2025. A participação de mercado da Marcopolo na produção brasileira de carrocerias foi de 43,5% no último trimestre, contra 45,5% no primeiro trimestre de 2025.

Resultado financeiro e endividamento

O resultado financeiro líquido ficou positivo em R$ 69,6 milhões, queda de 36,4% em um ano. Ao final de março, o endividamento líquido da companhia era de R$ 1,55 bilhão, acima dos R$ 1,48 bilhão registrados no fim de dezembro de 2025. Em 31 de março, o endividamento financeiro líquido do segmento industrial representava 0,2 vez o Ebitda dos últimos 12 meses.

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