O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF de ações brasileiras negociado no exterior, registrava alta de 12,28% no pré-mercado desta segunda-feira, 5, cotado a US$ 42,90, conforme dados das 8h25 de Brasília. O movimento ocorre após o fechamento de sexta-feira, quando o fundo já havia subido, e leva o EWZ a superar a máxima das últimas 52 semanas, que era de US$ 42,02. Em Tóquio, o ETF que replica o Ibovespa fechou em alta de 12,32%, indicando forte apetite por ativos brasileiros.
O EWZ é um ETF, sigla em inglês para fundo negociado em bolsa, criado em julho de 2000 pela BlackRock, sob a marca iShares, e listado na NYSE Arca, em Nova York. O fundo replica o índice MSCI Brazil 25/50, que reúne as principais empresas brasileiras com ponderação ajustada para evitar concentração excessiva. Atualmente, o EWZ tem 46 ações em sua carteira e é cotado em dólar, o que o torna uma porta de entrada para investidores estrangeiros e brasileiros que buscam exposição ao mercado acionário do Brasil.
O que é o EWZ e como funciona
O EWZ é um fundo de índice que busca refletir o desempenho do MSCI Brazil 25/50, um índice composto por ações de grandes e médias empresas brasileiras. Diferentemente do Ibovespa, que é o índice de referência da B3, o MSCI Brazil 25/50 aplica limites de peso para cada ativo, reduzindo riscos de concentração. O fundo é administrado pela BlackRock, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, e tem patrimônio de cerca de US$ 9 bilhões, o que lhe confere alta liquidez no mercado internacional.
Por ser negociado em Nova York, o EWZ permite que investidores de qualquer lugar do mundo tenham exposição ao mercado brasileiro sem a necessidade de abrir conta em corretora local. O fundo cobra taxa de administração de 0,59% ao ano, valor considerado competitivo para ETFs internacionais. Além disso, o EWZ é cotado em dólar, o que adiciona uma camada de variação cambial para investidores que operam em outras moedas.
Desempenho recente e máxima histórica
O EWZ subia 12,28% no pré-mercado desta segunda, a US$ 42,90, superando a máxima de 52 semanas anterior, que era de US$ 42,02. Esse movimento reflete um otimismo renovado com os ativos brasileiros, impulsionado pela combinação de juros em queda e avanço de reformas econômicas. Em Tóquio, o ETF que replica o Ibovespa fechou em alta de 12,32%, mostrando que a valorização não se restringe ao mercado americano.
No acumulado do ano até 2 de maio de 2025, o Ibovespa subiu 34%, enquanto o EWZ avançou 48,19%, evidenciando que o ETF superou o índice local em dólar. Essa diferença pode ser explicada pela valorização do real frente ao dólar no período, o que amplia os ganhos em moeda americana. O movimento é consistente com um fluxo positivo de capital estrangeiro para o Brasil.
Composição da carteira do EWZ
O EWZ tem 46 ações em sua carteira, com destaque para Vale (12,3%), Nubank (9,8%), Itaú (8,5%) e Petrobras (7,2%) como as maiores posições. Essas empresas representam setores-chave da economia brasileira, como mineração, serviços financeiros e energia, e são amplamente negociadas por investidores globais. A concentração nessas blue chips confere ao fundo um perfil de risco moderado, alinhado ao desempenho do mercado acionário brasileiro como um todo.
Por replicar o MSCI Brazil 25/50, o EWZ não inclui todas as ações listadas na B3, mas sim uma seleção das mais líquidas e representativas. Isso facilita a negociação e reduz custos de transação, tornando o fundo uma opção eficiente para quem busca diversificação internacional com foco no Brasil. A fonte não detalhou a participação percentual de cada ativo na carteira.
Como investir no EWZ a partir do Brasil
O investidor brasileiro pode comprar o fundo por corretora internacional ou pelo BDR BEWZ39, na B3. O BDR (Brazilian Depositary Receipt) é um recibo de depósito que representa frações do ETF original e é negociado em reais na bolsa brasileira, facilitando o acesso sem necessidade de conta no exterior. Essa alternativa é útil para quem deseja exposição ao EWZ com menor burocracia cambial.
Além do BEWZ39, existem outras opções para investir em ações brasileiras via ETFs, como o FLBR, da Franklin Templeton, e o BOVA11, cotado em reais. O FLBR também replica um índice de ações brasileiras, mas com metodologia própria, enquanto o BOVA11 segue o Ibovespa e é negociado diretamente na B3. A escolha entre eles depende do perfil do investidor e de sua preferência por exposição cambial ou não.
Riscos e considerações para o investidor
Investir no EWZ envolve riscos inerentes ao mercado de ações, como volatilidade de preços e oscilações cambiais. Por ser cotado em dólar, o fundo está sujeito à variação do câmbio, o que pode amplificar ganhos ou perdas para investidores que operam em reais. Além disso, a concentração em poucas empresas, como Vale e Petrobras, pode aumentar a sensibilidade a eventos específicos desses setores.
A taxa de administração de 0,59% ao ano é um custo a ser considerado no longo prazo, embora seja inferior à média de fundos ativos. A fonte não detalhou o histórico de dividendos do EWZ, mas ETFs geralmente distribuem proventos periodicamente. Para mitigar riscos, especialistas recomendam diversificar a carteira com ativos de outros países e classes, evitando exposição excessiva a um único mercado.
Perspectivas para o EWZ e o mercado brasileiro
O forte desempenho do EWZ em 2025, com alta de 48,19%, reflete a recuperação do mercado brasileiro, impulsionada pela queda da Selic para 9,5% e pela aprovação da reforma tributária. A superação da máxima de 52 semanas indica que os investidores estão dispostos a pagar mais pelos ativos brasileiros, sinalizando confiança na economia. No entanto, a fonte não detalhou projeções futuras para o fundo.
O EWZ continua sendo uma das principais portas de entrada para capital estrangeiro no Brasil, dada sua liquidez e reconhecimento global. Com patrimônio de cerca de US$ 9 bilhões, o fundo tem escala suficiente para absorver grandes fluxos sem distorcer os preços. Para o investidor brasileiro, acompanhar o EWZ pode oferecer insights sobre a percepção externa do mercado local, complementando a análise do Ibovespa.
Fonte
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