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Dividendos de empresas brasileiras somam R$ 22 bi no trimestre


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Dividendos de empresas brasileiras somam R$ 22 bi no trimestre
Crédito: www.seudinheiro.com

As empresas brasileiras distribuíram US$ 4,4 bilhões em dividendos no segundo trimestre de 2026, o equivalente a R$ 22 bilhões pela cotação de 30 de junho., conforme o Índice Global de Dividendos e Recompras da Janus Henderson. O montante representa um crescimento subjacente de 12,8%, excluindo efeitos cambiais ou extraordinários. Entre as companhias nacionais, a JBS assumiu a liderança, superando a Petrobras, que historicamente figura entre as maiores pagadoras.

Os números refletem um trimestre de recuperação para a renda variável, em meio a um Ibovespa que acumula alta de 15,70% desde o início do ano.

JBS lidera ranking nacional de pagamentos

A JBS, gigante do setor de proteínas, foi a empresa brasileira que mais entregou dividendos no período, totalizando US$ 500 milhões. A companhia registrou um aumento expressivo em seu dividendo por ação, que saltou de US$ 0,35 para US$ 1,00. Esse avanço reflete a robustez operacional da empresa e sua capacidade de gerar caixa, mesmo diante de um cenário global desafiador para o agronegócio. Investidores brasileiros podem acessar os papéis da JBS por meio do BDR JBSS32, negociado na bolsa de valores local.

A liderança da JBS no ranking nacional é um marco relevante, pois desloca a Petrobras, que frequentemente ocupa o topo em função de seus expressivos proventos.

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Petrobras e outras gigantes completam a lista

Logo atrás da JBS, aparecem as ações da Petrobras, tanto ordinárias (PETR3) quanto preferenciais (PETR4), que continuam sendo uma referência em distribuição de dividendos no mercado brasileiro. Em seguida, figuram Vivo (VIVT3), Bradesco (preferencial, BBDC4, e ordinária, BBDC3), Banco do Brasil (BBAS3), Rede D’Or São Luiz (RDOR3), B3 (B3SA3) e Sabesp (SBSP3). Essa composição evidencia a diversidade setorial entre as maiores pagadoras, abrangendo telecomunicações, setor financeiro, saúde, infraestrutura de mercado e saneamento. A presença de múltiplos bancos reforça a tradição do setor financeiro brasileiro em remunerar acionistas de forma consistente.

Brasil se destaca na América Latina

O Brasil representou 38% dos US$ 11,6 bilhões pagos por empresas da América Latina, a maior fatia da região. Esse percentual consolida o país como principal polo de distribuição de dividendos entre os vizinhos latino-americanos. No ranking dos 45 países por valor total de dividendos, o Brasil ficou em 26º lugar, ao lado da Bélgica. A posição intermediária reflete o tamanho relativo do mercado acionário brasileiro em comparação com economias desenvolvidas, mas ainda assim demonstra relevância global. O desempenho brasileiro foi impulsionado por empresas de grande capitalização e setores resilientes.

Panorama global: dividendos em alta

Globalmente, os dividendos atingiram US$ 757,8 bilhões no trimestre, com crescimento subjacente de 7,3%. O setor financeiro permaneceu como a maior fonte de dividendos, distribuindo US$ 239,7 bilhões, um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior. Esse protagonismo do setor bancário e de serviços financeiros é consistente com a tendência de juros elevados em várias economias, que favorece as margens das instituições.

No total, as 1.500 companhias analisadas pelo índice entregaram US$ 572 bilhões, uma alta nominal de 26,8%, lideradas pela petroleira saudita Aramco, pela Nestlé e pelo banco HSBC. A Aramco, inclusive, já lidera o ranking global há pelo menos quatro trimestres seguidos, evidenciando a força do setor de energia.

Recompras de ações também crescem

Além dos dividendos, os programas de recompras de ações globais atingiram US$ 572,0 bilhões no 2º trimestre de 2026, um aumento de 26,8% em relação ao ano anterior. O setor de tecnologia ultrapassou o financeiro como maior fonte de recompras, com US$ 121,1 bilhões em ações recompradas. Esse movimento reflete a estratégia de grandes empresas de tecnologia de devolver capital aos acionistas por meio da redução do número de papéis em circulação.

O setor de tecnologia também registrou o crescimento subjacente de dividendos mais rápido entre todos os setores, de 23,5%, com pagamentos totalizando US$ 70,5 bilhões. No Brasil, as recompras de ações somaram US$ 1,1 bilhão, tornando o país o maior comprador da região, seguido pelo México, com US$ 0,4 bilhão.

Projeções para o ano-calendário de 2026

Segundo a Janus Henderson, as projeções para 2026 estimam crescimento de 5% a 6% para os dividendos e de 7% a 8% para as recompras de ações em escala global. Essas expectativas indicam um ambiente favorável para investidores focados em renda, embora sujeito a riscos macroeconômicos e geopolíticos. Para o Brasil, a continuidade do fluxo de dividendos dependerá da saúde financeira das grandes empresas e da estabilidade cambial, uma vez que os valores são reportados em dólares.

A fonte não detalhou projeções específicas para o mercado brasileiro, mas o histórico recente sugere resiliência. O acompanhamento trimestral do índice Janus Henderson seguirá sendo uma referência para avaliar a evolução da remuneração aos acionistas.

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