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Ganhadora de loteria doa metade de R$ 860 mi inspirada em Dolly Parton


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Ganhadora de loteria doa metade de R$ 860 mi inspirada em Dolly Parton
Crédito: exame.com

Frances Connolly, uma ex-assistente social e professora britânica, ganhou cerca de £ 115 milhões na EuroMillions — aproximadamente R$ 860 milhões — ao lado do marido, Paddy, em 2019. Desde então, ela afirma ter destinado cerca de metade do valor a instituições e iniciativas sociais. O sorteio ocorreu em 2019, e o casal criou o PFC Trust para gerenciar as doações.

A escolha de compartilhar a fortuna não foi aleatória. Frances cita a cantora country Dolly Parton como referência para sua relação com o dinheiro. A admiração começou antes da vitória na loteria: o pai de Frances era fã de música country e tinha Dolly Parton entre suas artistas favoritas. Após a morte da cantora, Frances voltou a citá-la como modelo de generosidade.

Do prêmio à filantropia estruturada

Antes de ganhar na loteria, Frances trabalhava como assistente social e professora. Depois do prêmio, o casal criou o PFC Trust, voltado ao financiamento de ações no Nordeste da Inglaterra. O fundo apoia programas contra a solidão entre idosos, distribuição emergencial de alimentos, compra de caravanas para jovens que cuidam de familiares e instalação de desfibriladores em clubes esportivos.

Em entrevista à agência PA, Frances afirmou que compartilhar parte do patrimônio passa a ser uma escolha natural depois que se atinge determinado nível de segurança financeira. Ela também reconhece os limites da filantropia individual e afirma que os projetos dependem do trabalho de funcionários e voluntários.

Estilo de vida sem grandes mudanças

Frances afirma que o casal mantém um estilo de vida semelhante ao de antes, com mais possibilidades de ajudar outras pessoas. O casal continua morando na mesma casa e não comprou carros de luxo, priorizando o impacto social.

Além do PFC Trust, Frances recentemente foi uma das embaixadoras do Daisy Chain Project, festival de música beneficente criado pela cantora Olívia Rodrigo. Frances atuou como embaixadora do Daisy Chain Project, ajudando na divulgação e captação de recursos.

Desafio esportivo para marcar 60 anos

Para marcar os 60 anos de Frances, sete atletas apoiados pelo PFC Trust participam de uma série de desafios para arrecadar recursos. O grupo deve correr, nadar ou pedalar até completar 60 milhas, cerca de 97 quilômetros, com encerramento na Great North Run. O desafio ocorrerá em setembro de 2026, e até agora foram arrecadados £ 50 mil.

A iniciativa une esporte e solidariedade, mostrando como o fundo busca engajar a comunidade em ações de longo prazo. A escolha de 60 milhas simboliza a idade de Frances e transforma um marco pessoal em oportunidade de captação.

Referência em Dolly Parton

A conexão com Dolly Parton vai além da música. Frances cresceu ouvindo a cantora por influência do pai e, após a morte da artista, reforçou publicamente a admiração. Em declarações, ela destacou que a generosidade de Parton — conhecida por doar milhões de livros a crianças — serve de inspiração para sua própria filantropia.

A fonte não detalhou se Frances conheceu Dolly Parton pessoalmente, mas a influência é evidente na forma como ela estrutura as doações: focada em necessidades básicas e em comunidades vulneráveis.

Limites e reconhecimento

Apesar da fortuna, Frances reconhece que o dinheiro sozinho não resolve problemas estruturais. Em entrevista, ela afirmou que os projetos dependem do trabalho de funcionários e voluntários. Essa visão pragmática evita o heroísmo individual e valoriza a rede de apoio por trás de cada ação.

O PFC Trust, portanto, funciona como um catalisador: fornece recursos financeiros, mas a execução fica a cargo de organizações locais e pessoas engajadas. O PFC Trust já beneficiou mais de 10 mil pessoas e tem orçamento anual de £ 2 milhões.

Impacto no Nordeste da Inglaterra

As ações do PFC Trust se concentram no Nordeste da Inglaterra, região historicamente marcada por desigualdades. O apoio a programas contra a solidão entre idosos, por exemplo, atende uma necessidade crescente em áreas com população envelhecida. Já a distribuição emergencial de alimentos responde a crises imediatas, como desemprego e inflação.

A compra de caravanas para jovens cuidadores oferece descanso e lazer a um grupo muitas vezes invisível. E os desfibriladores em clubes esportivos podem salvar vidas em emergências cardíacas. Cada projeto reflete uma escuta atenta às demandas locais.

Legado em construção

Frances Connolly transformou um golpe de sorte em um projeto de vida. A decisão de doar metade do prêmio — cerca de R$ 430 milhões — não foi impulsiva, mas planejada com base em valores familiares e referências culturais. A fonte não detalhou se o casal pretende doar ainda mais no futuro, mas o padrão indica compromisso contínuo.

O desafio esportivo dos 60 anos é um exemplo de como Frances usa marcos pessoais para mobilizar recursos. Ao unir atletas apoiados pelo fundo, ela cria uma narrativa de retribuição: quem recebe ajuda também ajuda a arrecadar.

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