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Shadow AI: ter um único modelo de IA na empresa é arriscado


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Shadow AI: ter um único modelo de IA na empresa é arriscado
Crédito: exame.com

O uso de inteligência artificial (IA) nas empresas brasileiras cresceu de forma expressiva nos últimos anos, mas a estratégia de limitar os funcionários a uma única ferramenta pode estar se mostrando ineficaz. Dados recentes do IBGE indicam que mais de 41% das indústrias do país já incorporaram a tecnologia no dia a dia – um salto de 25 pontos percentuais em relação a 2022. Enquanto isso, o fenômeno conhecido como “Shadow AI” revela que muitos profissionais estão buscando soluções por conta própria, o que acende um alerta sobre os riscos de restringir a oferta corporativa de IA.

Adoção de IA dispara na indústria nacional

Segundo um estudo do IBGE divulgado em setembro de 2025, mais de 41% de todas as empresas industriais registradas no Brasil utilizavam Inteligência Artificial em suas atividades rotineiras. O número representa um avanço significativo de 25 pontos percentuais em comparação com o ano de 2022, quando a presença da tecnologia era bem mais modesta.

A pesquisa não detalhou os setores específicos, mas o resultado reforça a velocidade com que a IA se tornou um recurso estratégico. Analistas apontam que esse crescimento reflete tanto a oferta de ferramentas mais acessíveis quanto a pressão por produtividade. O dado serve como pano de fundo para entender a nova dinâmica no ambiente de trabalho.

O que é Shadow AI

O comportamento conhecido como “Shadow AI” é caracterizado pelo movimento de funcionários que passam a usar alguma tecnologia por conta própria, mesmo sem conhecimento formal da área de tecnologia e sem recomendação da empresa. Em outras palavras, são iniciativas individuais que surgem à margem das políticas corporativas oficiais.

Embora a expressão não seja nova – lembra o antigo “Shadow IT” –, sua manifestação no campo da inteligência artificial traz particularidades. A facilidade de acesso a ferramentas como assistentes de escrita, geradores de imagem e automações permite que qualquer colaborador adote soluções sem aval da equipe de TI. A fonte não detalhou os motivos exatos desse comportamento, mas é possível associá-lo à busca por eficiência imediata.

Ganhos de produtividade alimentam tendência

De acordo com uma pesquisa da OpenAI divulgada em dezembro de 2025, 75% das pessoas entrevistadas afirmaram que passaram a usar Inteligências Artificiais no trabalho e tiveram uma melhora significativa na velocidade e fluidez do trabalho. O estudo corrobora a percepção de que a IA é capaz de acelerar tarefas repetitivas e apoiar processos criativos.

Esses ganhos, no entanto, ajudam a explicar por que muitos funcionários decidem, por iniciativa própria, incorporar ferramentas que não foram disponibilizadas pela empresa. A discrepância entre o que é oferecido internamente e o que está acessível no mercado pode criar um terreno fértil para o Shadow AI. Assim, o que começa como uma solução informal pode se tornar um hábito difícil de reverter.

Riscos de um modelo único de IA

A adoção informal de múltiplas IAs evidencia uma possível falha na estratégia de concentrar todos os esforços em um único modelo corporativo. Embora padronizar a ferramenta possa parecer seguro, na prática isso muitas vezes ignora a diversidade de necessidades entre departamentos.

O surgimento do Shadow AI demonstra que os trabalhadores não hesitam em buscar alternativas quando a opção oficial não atende às suas demandas.

Principais riscos da dispersão de ferramentas

Essa dispersão pode culminar em falta de controle sobre os dados, inconsistências nos fluxos de trabalho e até mesmo violações de segurança. A fonte não detalhou casos concretos, mas especialistas costumam alertar que ignorar o fenômeno não é uma opção viável. A transparência e a comunicação interna surgem como caminhos para mitigar esse risco.

Um novo olhar para a governança

Diante dos números de adoção e da penetração do Shadow AI, as empresas precisam repensar suas políticas de tecnologia. Em vez de bloquear o acesso a outras IAs, medidas que incentivem o diálogo e a avaliação criteriosa podem ser mais efetivas.

A experiência de outros países mostra que a colaboração entre as áreas de negócio e TI é fundamental para alinhar inovação e segurança. A pesquisa da OpenAI reforça que a IA agrega valor real, e ignorar esse potencial não é uma estratégia sustentável. Por outro lado, o próprio IBGE aponta que o Brasil está entre os líderes de adoção no setor industrial, o que intensifica a urgência do debate.

Diversificação controlada de modelos

A fonte não detalhou recomendações específicas, mas o cenário atual sugere que a diversificação controlada de modelos pode ser o próximo passo lógico.

Em um país onde 41% das indústrias já confiam na inteligência artificial e a maioria dos usuários relata ganhos de produtividade, restringir a tecnologia a um único modelo parece um contrassenso. O Shadow AI deixa claro que a inovação não espera por aprovação formal, e os riscos de uma abordagem monolítica podem ser maiores do que os benefícios da padronização. Cabe às lideranças equilibrar a liberdade criativa com a proteção de dados, transformando o desafio do “shadow” em uma oportunidade de evolução corporativa.

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