A Colômbia definirá seu próximo presidente em segundo turno no dia 21 de junho. Nenhum dos candidatos ultrapassou 50% dos votos no primeiro turno, levando a disputa entre o direitista De la Espriella e o esquerdista Cepeda. O resultado pode representar uma virada no cenário político colombiano e influenciar o equilíbrio de forças na América Latina.
Desempenho surpreendente de De la Espriella
De la Espriella chegou ao segundo turno com força, superando a média das últimas pesquisas. Seu desempenho superou as expectativas, enquanto Paloma Valencia, que recebeu 6,9% dos votos, ficou abaixo do esperado. Somados, De la Espriella e Valencia alcançaram 50,7% dos votos no primeiro turno, indicando uma vantagem para a direita. Valencia declarou apoio a De la Espriella ao lado do ex-presidente Álvaro Uribe, consolidando a aliança conservadora.
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Contexto de segurança e insatisfação social
Nos últimos anos, a Colômbia voltou a conviver com indicadores preocupantes de segurança, como aumento de homicídios, sequestros e deslocamentos forçados. Esse cenário contribui para a insatisfação social que marca a América Latina, onde o crescimento econômico irregular e a perda de confiança nos partidos tradicionais são recorrentes. De la Espriella defende uma abordagem mais dura contra o crime organizado, com referências indiretas a modelos como o de Nayib Bukele em El Salvador.
Propostas econômicas opostas
Agenda de De la Espriella
De la Espriella propõe uma agenda pró-mercado com consolidação fiscal, desregulamentação, redução de impostos, fortalecimento do investimento privado e retomada da exploração de petróleo e gás. Entre suas propostas estão:
- Reduzir o tamanho do Estado;
- Buscar superávit primário com ajuste estimado em US$ 20 bilhões;
- Fortalecer a regra fiscal;
- Simplificar o sistema tributário;
- Vender ativos públicos;
- Modernizar a administração tributária com uso de inteligência artificial.
Agenda de Cepeda
Já o programa de Cepeda é mais intervencionista, voltado à inclusão social e ao desenvolvimento liderado pelo setor público.
Reação dos mercados e perspectivas
A reação inicial dos mercados foi positiva para os ativos colombianos, aumentando a probabilidade de mudança de orientação econômica. A eventual vitória de De la Espriella reforçaria a guinada à direita observada em parte da América Latina. Uma vitória de Cepeda preservaria a continuidade do projeto de Petro, com maior ênfase em redistribuição e intervenção estatal. Gustavo Petro é o primeiro presidente de esquerda da história colombiana, e seu governo tem enfrentado desafios.
O que esperar do segundo turno
A vitória de De la Espriella não eliminaria os desafios colombianos, mas poderia alterar a percepção sobre o futuro da política econômica do país. O segundo turno será um teste sobre qual direção a Colômbia deseja seguir em uma América Latina cada vez mais polarizada. O resultado pode influenciar o equilíbrio político regional, com possíveis impactos em investimentos e alianças.
Fonte
- www.seudinheiro.com
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