Notícias

Superfuncionários de IA: o que são e como se tornar um


4 mins de leitura
Superfuncionários de IA: o que são e como se tornar um
Crédito: exame.com

O uso de inteligência artificial no ambiente de trabalho tem gerado um novo perfil profissional: o superfuncionário. O termo foi popularizado pelo analista Josh Bersin para descrever pessoas que utilizam IA para ampliar produtividade, criatividade e capacidade de execução. A ideia central é que a tecnologia amplie a capacidade individual, permitindo executar mais tarefas no mesmo período.

O que define um superfuncionário

Segundo Bersin, a transformação ocorre quando a tecnologia deixa de ser usada apenas para automatizar tarefas isoladas e passa a reorganizar a forma como o trabalho é realizado. Nesse cenário, o profissional atua menos como executor de cada etapa e mais como responsável por orientar, revisar e integrar o trabalho produzido com IA. Isso exige uma mudança de mentalidade e novas competências.

Não existe uma regra de que um funcionário com IA equivale a três pessoas. Os resultados variam conforme a profissão, a tarefa, o nível de conhecimento do usuário e a ferramenta utilizada. Ainda assim, estudos como o da Anthropic indicam ganhos de tempo em diversas atividades.

Ganhos de tempo e novas possibilidades

A Anthropic examinou 100 mil conversas reais com Claude e estimou que as tarefas realizadas com auxílio da IA poderiam levar, em média, cerca de 90 minutos sem a ferramenta. A empresa estimou redução de 80% no tempo de execução dessas tarefas. Esses números ilustram o potencial da tecnologia para liberar horas de trabalho.

A inteligência artificial pode assumir parte de atividades que consomem tempo, como produção e revisão de textos, análise de informações, criação de apresentações, programação, pesquisa e organização de documentos. Com isso, o profissional pode dedicar-se a tarefas mais estratégicas ou criativas. A tecnologia também pode permitir que o profissional assuma tarefas novas, que antes seriam deixadas de lado por falta de tempo.

Exemplos práticos em diferentes áreas

Um profissional de marketing pode usar IA para pesquisar informações, organizar dados, criar versões iniciais de textos e analisar campanhas. Um analista financeiro pode utilizar ferramentas para estruturar planilhas, resumir documentos e identificar padrões. Esses exemplos mostram como a IA se adapta a diferentes contextos profissionais.

Na Anthropic, os engenheiros relataram que passaram a trabalhar em áreas fora de sua especialidade original. A empresa também observou aumento da complexidade das tarefas executadas pelo Claude Code e redução da quantidade de intervenções humanas necessárias em determinadas atividades. Isso sugere que a IA pode ampliar o escopo de atuação dos profissionais.

O papel do julgamento humano

Apesar dos avanços, o trabalhador precisa identificar quais partes de uma atividade podem ser delegadas à IA e quais dependem de conhecimento, contexto e julgamento humano. Uma resposta produzida rapidamente pela IA ainda precisa ser conferida quando envolve informações relevantes para uma decisão profissional. A supervisão humana continua essencial para garantir a qualidade e a confiabilidade do trabalho.

Conhecimento sobre a própria atividade, capacidade de formular instruções claras, domínio das ferramentas disponíveis e habilidade para verificar informações influenciam o resultado obtido. É necessário saber identificar quais tarefas são adequadas para automação e quais exigem participação humana. Essas competências podem ser desenvolvidas com estudo e prática.

Como começar a usar IA no trabalho

Para quem deseja explorar esse caminho, o Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME apresenta conceitos e aplicações em quatro aulas práticas, online, por R$ 37. O curso pode ser uma porta de entrada para entender como aplicar a tecnologia no dia a dia profissional.

Os resultados dependem de como cada profissional incorpora a IA em sua rotina. O artigo não detalha outros exemplos de ferramentas ou setores. Ainda assim, a tendência aponta para uma redefinição do trabalho, na qual a colaboração entre humanos e máquinas se torna cada vez mais relevante.

Fonte