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S&P 500 em maio: apenas 20 ações sustentam recorde


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S&P 500 em maio: apenas 20 ações sustentam recorde
Crédito: exame.com

Recorde do S&P 500 em maio: concentração em apenas 20 ações

Na sexta-feira, 29, apenas 20 empresas do S&P 500 atingiram novas máximas históricas. Dessas, sete não têm ligação direta com inteligência artificial (IA), segundo dados da CNBC. A falta de participação mais ampla preocupa estrategistas, que veem semelhanças com a bolha das empresas de internet em 2000.

Paralelo com 2000 e alerta do Bank of America

O estrategista do Bank of America (BofA), Michael Hartnett, destacou que exatamente 20 ações também atingiram novas máximas em março de 2000, próximo ao ápice da bolha das empresas de internet. A comparação não significa que uma correção seja iminente, mas reforça a percepção de que a valorização atual depende cada vez mais de um grupo restrito de vencedoras.

Semicondutores impulsionam Nasdaq

Empresas de chips e memórias para IA lideraram os ganhos do mercado. O desempenho dessas companhias ajudou a impulsionar o Nasdaq Composite, índice concentrado em tecnologia, que avançou 25% entre abril e maio — o melhor resultado para um período de dois meses em mais de 20 anos.

Indicadores internos defasados: sinal de alerta

O analista da Oppenheimer, Ari Wald, ressalta: “os indicadores internos estão defasados desde a alta inicial de abril”. Dados da BCA Research mostram que cerca de 55% das empresas do S&P 500 negociavam acima de suas médias móveis de 200 dias em 20 de maio. “Embora os índices de ações dos Estados Unidos e (de mercados emergentes) tenham atingido novas máximas, seus avanços foram extremamente limitados”, afirma o estrategista da BCA Arthur Budaghyan.

Vulnerabilidade e recomendações defensivas

Na avaliação da consultoria, quando os índices avançam para recordes sem o apoio de uma parcela mais ampla das ações, o mercado tende a ficar mais vulnerável a correções. “A baixa amplitude de mercado costuma ser um sinal de vulnerabilidade subjacente do mercado de ações”, diz Arthur Budaghyan. Hartnett avalia que investidores devem começar a considerar posições mais defensivas, com a compra de títulos ou de ações e setores menos expostos.

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