A B100 Controle e Participações abriu uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para os acionistas minoritários da companhia, antiga Reag. A operação marca mais um capítulo na reorganização dos ativos remanescentes do grupo Reag, que entrou em crise após a Operação Carbono Oculto e a posterior liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM pelo Banco Central. O edital oferece duas alternativas aos investidores, com condições que refletem a complexa reestruturação do grupo.
Mudança de controle em janeiro
O gatilho da transação está na mudança de controle concluída em janeiro deste ano. Em 5 de janeiro de 2026, a B100 Controle e Participações adquiriu 5,65 milhões de ações da companhia, equivalentes a 96,93% do capital social. Os papéis pertenciam à Rcholding — nova denominação da antiga Reag Capital Holding — e ao Reag Alpha Fundo de Investimento Financeiro em Ações. O contrato previa uma parcela fixa de apenas R$ 1 mil pela aquisição do controle, complementada por pagamentos variáveis condicionados à geração futura de receitas e por uma parcela contingente vinculada à eventual ocorrência de um evento de liquidez nos próximos cinco anos.
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Detalhes da OPA
Ao todo, a OPA envolve 176.890 ações em circulação, o equivalente a aproximadamente 3,03% do capital social da companhia. O edital oferece aos investidores duas alternativas distintas.
Alternativa 1: Tag along com os controladores
A primeira reproduz as mesmas condições negociadas pelos antigos controladores por meio do chamado tag along. Nesse modelo, a parcela fixa corresponde a apenas R$ 0,00018 por ação, somada ao direito de participar dos pagamentos futuros variáveis e contingentes previstos no contrato de venda do controle, caso sejam geradas receitas ou aconteça algum evento de liquidez, por exemplo. Segundo o edital, esse valor foi calculado com base na média ponderada das negociações realizadas nos 30 pregões anteriores à transferência do controle.
Alternativa 2: Venda por valor fixo
A segunda alternativa oferece um valor fixo por ação, sem participação em pagamentos futuros. O montante exato não foi detalhado no edital, mas representa uma saída imediata para o minoritário.
Impacto da liquidação da CBSF
O edital destaca que a liquidação da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, decretada pelo Banco Central em 15 de janeiro, afeta diretamente o processo de transferência de fundos para a estrutura da nova controladora. A situação também torna incertas as projeções de receitas que serviriam de base para os pagamentos variáveis previstos tanto para os antigos controladores quanto para os minoritários que optarem pela modalidade de tag along. Segundo o documento, a receita líquida ajustada apurada entre janeiro e maio de 2026 foi igual a zero. Ou seja, não houve geração de valores que resultassem em pagamentos adicionais relacionados à operação.
Nova identidade da companhia
A mudança de controle foi acompanhada de uma reformulação da identidade da companhia. Em abril, os acionistas aprovaram a troca de nome para B100 e a adoção do ticker B1003 — o primeiro código de negociação da B3 composto por três numerais. A empresa também promoveu alterações estatutárias, eliminando dispositivos que obrigavam a realização de ofertas públicas em casos de atingimento de participação relevante.
Fonte
- www.seudinheiro.com
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