O Ibovespa encerrou a semana de 6 a 10 de outubro em patamar recorde, impulsionado por um movimento de rotação para ativos de risco. O mercado passou a precificar mais de 90% de chance de cortes de 0,25 ponto percentual na Selic em novembro e dezembro, com taxa terminal de 2027 abaixo de 12%. A agenda dos próximos dias, porém, concentra indicadores e eventos que podem confirmar ou interromper essa trajetória.
Destaques da semana na bolsa
Entre as maiores altas da semana, Magazine Luiza (MGLU3) disparou +60,58%, Vamos (VAMO3) avançou +44,73% e Smart Fit (SMFT3) subiu +43,96%. Na ponta oposta, Embraer (EMBJ3) caiu -9,20% e Vale (VALE3) recuou -5,83%, liderando as perdas. O desempenho reflete a busca por papéis sensíveis à queda de juros e a realização em exportadoras.
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Agenda econômica no Brasil
A agenda brasileira começa nesta terça-feira (13), com o Boletim Focus, às 8h25, e a balança comercial semanal, às 15h. O relatório do Banco Central trará as projeções atualizadas para inflação, câmbio e Selic, enquanto a balança mostrará o fluxo comercial recente.
Na quarta-feira (14), o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O Bradesco projeta alta de 0,5% no mês para o indicador, que mede o desempenho do setor de serviços, um dos principais termômetros da atividade doméstica.
Na quinta-feira (15), às 9h, sai a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). A projeção do Bradesco para a PMC é de avanço de 0,9%, sinalizando resiliência do consumo das famílias. O dado é relevante para calibrar as expectativas de crescimento do PIB no terceiro trimestre.
Na sexta-feira (16), às 9h, o Banco Central divulga o IBC-Br. A expectativa do Bradesco para o IBC-Br é de alta de 0,3% sobre julho. O índice é considerado uma prévia do PIB e pode influenciar as apostas para a política monetária.
Pesquisas eleitorais em foco
No campo político, a Quaest e o Datafolha vão indicar como está a disputa à Presidência da República entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A pesquisa feita pelo Instituto Datafolha está prevista para sair na quinta-feira (15), com entrevistas realizadas entre 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Cenário internacional: inflação nos EUA
Lá fora, as bolsas devem reagir ao índice de preços ao consumidor (CPI) de setembro nos EUA na quarta-feira (14), às 9h30. O Federal Reserve manteve os juros no intervalo de 5,25% a 5,50% na reunião de setembro, após a última alta em julho de 2023. O mercado espera inflação cheia de 2,3% em 12 meses, ante 2,5% em agosto. O núcleo da inflação deve ficar estável, em torno de 2,4% ao ano. No mesmo dia, às 15h, o Fed publica o Livro Bege.
Na sexta-feira (9), o FedWatch, do CME Group, indicava cerca de 82,3% de chance de manutenção dos juros no intervalo atual. Para dezembro, a probabilidade de corte de pelo menos 25 pontos-base passava de 80%. Essas leituras podem alterar o humor global e, por tabela, o fluxo para a bolsa brasileira.
