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Grupo Toky (TOKY3) pede recuperação judicial e ações despencam


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Grupo Toky (TOKY3) pede recuperação judicial e ações despencam
Crédito: www.seudinheiro.com

O Grupo Toky (TOKY3), controlador das varejistas de móveis Mobly e Tok&Stok, entrou com pedido de recuperação judicial nesta quinta-feira (12). A empresa declarou dívidas de R$ 1,11 bilhão no processo, que tramita sob segredo de justiça na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. Por volta das 12h40, as ações da companhia despencavam 37,93% na bolsa. O grupo opera 63 lojas físicas e emprega 2.278 funcionários.

Origem das marcas

A Tok&Stok foi fundada em 1978 pelo casal francês Régis e Ghislaine Dubrule, inspirada em marcas internacionais. Já a Mobly surgiu em 2011, 100% digital, criada por três empreendedores paulistas. Em 2021, a Mobly S.A. abriu capital na bolsa, no segmento Novo Mercado.

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Crise agravada pela pandemia

A pandemia trouxe instabilidade econômica para ambas as marcas, com interrupções no fornecimento de móveis. A Tok&Stok fechou 17 lojas durante o período e, em 2023, precisou reestruturar R$ 339 milhões em dívidas bancárias. Naquele ano, a consultoria Domus Aurea pediu a falência da Tok&Stok na Justiça, exigindo o pagamento de R$ 3,8 milhões. A empresa renegociou os débitos e recebeu um aporte de R$ 100 milhões da família fundadora.

Tentativas de reestruturação

Em agosto de 2024, a Tok&Stok solicitou recuperação extrajudicial para reestruturar seu passivo financeiro. Posteriormente, a Mobly comprou a Tok&Stok, unindo as operações sob o nome Grupo Toky e alterando o ticker para TOKY3. A disputa entre os sócios gerou prejuízos de R$ 41,6 milhões na receita líquida no último trimestre de 2024. A empresa também prorrogou o pagamento de debêntures de janeiro de 2026 para junho de 2025.

Problemas financeiros recentes

Cerca de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão de crédito foram bloqueados pelo SRM Bank. O fundo SPX private equity, que detém 11,49% das ações, está em negociações avançadas para alienação total de sua participação. O conselheiro Fernando Porfirio Borges renunciou ao cargo no Conselho de Administração. Em julho de 2024, a Home 24 vendeu toda a sua participação de 42,75% do total de papéis.

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