O mercado de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo dá sinais de uma recuperação silenciosa. Enquanto isso, os fundos imobiliários do setor negociam com descontos relevantes na Bolsa. A retomada contrasta com o cenário ainda incerto de grandes centros como Nova York, onde o trabalho híbrido mantém a ocupação de escritórios abaixo do pico. Os números recentes de absorção líquida e a redução da vacância em São Paulo indicam que a capital paulista está em um ciclo de recuperação consistente.
Trabalho remoto persiste nos EUA
Estima-se que 25,5% dos dias remunerados de trabalho nos Estados Unidos ainda sejam cumpridos integralmente de casa. Esse percentual é bem menor que o pico de 61,5% registrado durante a pandemia. No entanto, continua muito acima dos pouco mais de 7% observados imediatamente antes dela. A consolidação desse patamar elevado de home office reflete uma mudança estrutural na forma como as empresas e os profissionais encaram o trabalho presencial. A fonte não detalhou projeções para os próximos anos, mas o cenário atual já pressiona o mercado de escritórios. Esse fenômeno global serve de pano de fundo para analisar o mercado brasileiro.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com
Fundos imobiliários americanos sob pressão
Os fundos imobiliários de escritórios dos Estados Unidos sofreram forte desvalorização em Bolsa. O desempenho do segmento tornou-se bastante heterogêneo, com vencedores e perdedores mais claramente definidos. A fonte não detalhou quais empresas foram mais impactadas, mas a divergência evidencia os diferentes graus de adaptação ao trabalho híbrido. Apesar das dificuldades, a construção de novos empreendimentos emblemáticos não parou.
O skyline de Nova York ganhou o edifício One Vanderbilt. Além disso, a nova sede do JPMorgan na Park Avenue tem capacidade para 10 mil pessoas. Esses investimentos indicam que grandes corporações mantêm a aposta em espaços físicos de alto padrão, mesmo em um cenário de incertezas. Enquanto isso, a capital paulista começa a trilhar um caminho de recuperação.
São Paulo exibe sinais de aquecimento
Na capital paulista, o mercado de lajes corporativas de alto padrão apresenta sinais mais consistentes de recuperação após um ciclo prolongado de vacância elevada e pressão sobre os aluguéis. Os principais eixos operam com vacância reduzida e maior poder de precificação, embora ainda existam desocupações pontuais. Esse cenário contrasta com o observado em outras grandes cidades globais, como Nova York, onde a retomada dos escritórios ainda é irregular. A melhora paulistana é respaldada por números concretos de ocupação.
Absorção líquida em alta
No segundo trimestre de 2026, a absorção líquida das lajes A+ paulistanas atingiu 93,2 mil metros quadrados. Depois do saldo negativo de 2021, a absorção líquida caminha para o quinto ano consecutivo em terreno positivo. Esses dados mostram que a demanda por espaços de alto padrão vem se mantendo firme. A fonte não detalhou as projeções para os trimestres seguintes, mas a tendência recente é de crescimento. Esse desempenho é sustentado por fatores estruturais da economia local.
Fatores que impulsionam o otimismo
A conjuntura paulista reúne fatores que sustentam uma visão mais otimista:
- Economia local saudável
- Retomada gradual do trabalho presencial
- Menor disponibilidade de grandes lajes em regiões prime
- Migração da demanda para eixos com melhor relação custo-benefício
Esses elementos vêm reduzindo a vacância e permitindo reajustes nos valores de locação. A fonte não detalhou o peso de cada fator, mas o conjunto sinaliza um fortalecimento do mercado. Apesar do cenário favorável, os preços dos fundos imobiliários ainda não refletem essa melhora.
Oportunidade nos FIIs de lajes corporativas
Apesar da melhora nos fundamentos, as cotações dos FIIs de lajes corporativas permanecem, em diversos casos, negociados com descontos relevantes. O segmento convive há anos com um dos maiores descontos patrimoniais da indústria. Atualmente, o P/VP médio é de 0,65 vez. Isso pode indicar que o mercado ainda não precificou totalmente a recuperação dos imóveis subjacentes. Investidores atentos enxergam uma potencial janela de valorização, embora a fonte não tenha oferecido recomendações específicas.
O contraste entre a recuperação operacional e o desconto nas cotas chama a atenção de analistas. A fonte, porém, não forneceu dados sobre o fluxo de negociação desses fundos nem sobre o volume de transações no mercado de escritórios. Ainda assim, os números disponíveis sugerem um descompasso que pode se ajustar no médio prazo. Enquanto o mercado americano ainda digere os impactos do home office, São Paulo desponta como uma alternativa de investimento em imóveis corporativos com potencial de retomada. Diante desse panorama, o segmento de FIIs de lajes corporativas permanece no radar de investidores que buscam ativos descontados com fundamentos em recuperação. A fonte não antecipou se novos fundos serão lançados, mas o mercado secundário já reflete o interesse crescente.
Fonte
- www.seudinheiro.com
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