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Ferbasa capta R$ 43,8 mi do BNDES para biorredutor na Bahia

Ferbasa capta R$ 43,8 mi do BNDES para biorredutor na Bahia

Crédito: valor.globo.com

Contrato assinado nesta terça-feira

A Ferbasa celebrou um contrato com o BNDES para obtenção de créditos no valor de R$ 43,8 milhões. O contrato foi assinado nesta terça-feira (7). O recurso será integralmente destinado à instalação da nova planta para produção de biorredutor.

A nova planta terá unidade de redução de emissão de gás metano. Além disso, a planta será instalada em Maracás (BA).

Fundo Clima financia 80% do valor

80% do valor total vêm do Fundo Clima, na modalidade Indústria Verde. O custo financeiro fixo é de 7,88% ao ano. O prazo total é de 120 meses, incluindo 24 meses de carência e 96 meses de amortização.

Com esse financiamento, a Ferbasa avança na produção de biorredutor, insumo que substitui coque mineral em processos siderúrgicos, reduzindo emissões. A unidade de redução de metano contribui para mitigar gases de efeito estufa. Dessa forma, o projeto se alinha às metas de descarbonização da empresa.

O BNDES, por meio do Fundo Clima, apoia iniciativas de baixo carbono. A modalidade Indústria Verde financia projetos que promovam eficiência energética e uso de fontes renováveis. A Ferbasa, com sede na Bahia, é referência na produção de ferroligas e silício metálico.

Impactos esperados

A nova planta em Maracás deve gerar empregos diretos e indiretos durante a construção e operação. No entanto, a empresa não detalhou o cronograma de obras nem a capacidade produtiva. O investimento reforça a presença da Ferbasa no estado e a aposta em tecnologias limpas.

O contrato com o BNDES representa mais um passo na estratégia de sustentabilidade da companhia. A redução de emissões de metano é um dos focos, já que o gás tem potencial de aquecimento global 28 vezes maior que o CO2. A unidade de redução captura ou queima o metano, evitando sua liberação na atmosfera.

Condições financeiras

O prazo de 120 meses, com carência de 24 meses, oferece fôlego financeiro para a implantação do projeto. Além disso, a taxa de 7,88% ao ano é fixa, garantindo previsibilidade de custos. A Ferbasa não informou se há outras fontes de recursos complementares.

O Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, tem como objetivo financiar projetos que contribuam para a mitigação das mudanças climáticas. A modalidade Indústria Verde é voltada para empresas que adotam processos produtivos mais sustentáveis. A Ferbasa se enquadra nesse perfil, visto que investe em biorredutor, que substitui combustíveis fósseis.

Contexto local

Maracás, município baiano, já abriga outras operações da Ferbasa. A nova planta deve ampliar a capacidade de produção de biorredutor, um carvão vegetal de alta qualidade obtido a partir de florestas plantadas. O produto é utilizado em fornos elétricos de redução, diminuindo a pegada de carbono do aço.

A Ferbasa não divulgou o impacto esperado na geração de empregos ou na redução de emissões. A empresa também não informou se a planta terá certificações ambientais. Contudo, o contrato com o BNDES foi o único detalhado até o momento.

Setor siderúrgico e sustentabilidade

O setor siderúrgico brasileiro tem buscado alternativas para reduzir emissões. O biorredutor é uma das soluções, pois é renovável e neutro em carbono se manejado de forma sustentável. A Ferbasa, com esse investimento, se posiciona na vanguarda da produção de aço verde.

A fonte não detalhou se a planta utilizará biomassa de florestas próprias ou de terceiros. Também não há informações sobre a área ocupada ou o volume de produção previsto. O projeto, no entanto, sinaliza a confiança do BNDES na viabilidade técnica e econômica da iniciativa.

Com a assinatura do contrato, a Ferbasa dá início à captação dos recursos. A empresa deverá apresentar relatórios de acompanhamento ao banco. O prazo de carência de 24 meses permite que a planta entre em operação antes do início do pagamento das parcelas.

O financiamento do BNDES é um dos maiores já concedidos para projetos de biorredutor no Brasil. A Ferbasa, que já utiliza carvão vegetal em parte de sua produção, agora expande a capacidade com apoio público. A iniciativa pode servir de modelo para outras empresas do setor.

A nova planta em Maracás representa um avanço na descarbonização da indústria siderúrgica nacional. O uso de biorredutor reduz a dependência de coque mineral, importado e poluente. A Ferbasa, com sede em Salvador, reforça seu compromisso com a sustentabilidade.

O contrato com o BNDES foi celebrado nesta terça-feira (7), mas a empresa não informou a data prevista para o início das obras. A expectativa é que a planta entre em operação nos próximos anos. O projeto está alinhado às políticas de incentivo à economia verde do governo federal.

A Ferbasa é uma das maiores produtoras de ferroligas do mundo. A empresa tem investido em inovação e sustentabilidade. O novo financiamento do BNDES é, portanto, mais um passo nessa direção.

Fonte

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