Economia

Eleições 2022 no WhatsApp: campanha de Flávio reage a Lula


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Eleições 2022 no WhatsApp: campanha de Flávio reage a Lula
Crédito: valor.globo.com

A mobilização na internet pela reeleição do presidente Lula (PT) ligou o alerta na campanha do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e levou aliados a lançarem contraofensivas no WhatsApp nas eleições de 2026. O movimento ganhou força após o primeiro turno, com a criação de canais de militância e a disseminação de conteúdos favoráveis ao petista. A disputa digital se intensifica a poucos dias do segundo turno das eleições 2022.

Crescimento do canal ‘Exército do Lula’ preocupa campanha de Flávio

O deputado federal André Janones (Rede-MG) criou um canal no aplicativo de mensagens chamado “Exército do Lula” para mobilizar a militância e distribuir conteúdos a favor do petista. O canal saltou de 50 mil seguidores para 3 milhões desde o primeiro turno, realizado em 5 de outubro de 2026. Esse crescimento expressivo chamou a atenção da campanha adversária, que passou a monitorar a plataforma com mais atenção.

Dificuldade de monitoramento no WhatsApp

Dois integrantes da campanha de Flávio admitem sob reserva que a preocupação com o WhatsApp é maior do que com outras redes sociais porque é mais difícil descobrir o que e em que volume conteúdos são veiculados. A natureza fechada do aplicativo dificulta o rastreamento de mensagens e a avaliação do alcance real das campanhas. Por isso, a equipe do candidato do PL decidiu reagir com estratégias próprias na plataforma.

Reação da campanha de Flávio no WhatsApp

Flávio passou boa parte da transmissão ao vivo pelas redes sociais desta quinta-feira (8) dizendo estar sendo vítima de montagens e informações falsas. O candidato também convocou a militância a entrar no grupo dele de WhatsApp, o “Tropa do Flávio”. A iniciativa busca criar uma rede de apoiadores para contrapor o avanço da campanha petista no aplicativo.

Aliados cobram reação e adotam tom agressivo

Na quinta, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) chamou a iniciativa de Janones de “milícia digital”, acusou o PT de propagar fake news e cobrou uma reação do bolsonarismo. A fala de Gayer reflete o tom de enfrentamento adotado por aliados de Flávio diante da mobilização adversária. A campanha do PL passou a adotar uma postura mais agressiva nas redes sociais.

Debate fiscal: pacote de medidas e propostas de Flávio

A equipe responsável pelo programa econômico de Flávio estuda um pacote de medidas fiscais para um corte de 2% do PIB, o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões, segundo estimativa baseada no PIB de 2025, a ser implementado em quatro anos. A proposta ainda não foi detalhada publicamente, o que alimenta especulações e críticas por parte da campanha de Lula. O tema fiscal tornou-se um dos principais pontos de embate entre as duas candidaturas.

Site com propostas para combater desinformação

A campanha do PL também decidiu colocar no ar um site com propostas de Flávio sobre alguns dos principais temas que circulam na Internet, como a manutenção dos programas Farmácia Popular, Pé-de-Meia e Bolsa Família, para combater a desinformação de que ele os extinguiria. A medida visa esclarecer a posição do candidato e combater o que ele classifica como informações falsas. O site é uma tentativa de centralizar as respostas oficiais da campanha.

Judicialização da disputa nas redes sociais

Ainda nesta quinta, o ministro André Mendonça determinou a remoção de postagens de Janones e do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) em que diziam que Flávio prepara três bombas: aumentar a idade mínima para aposentadoria, aumentar a jornada de trabalho e implementar a escala “7×0”. Mendonça e o ministro Kassio Nunes Marques também ordenaram a remoção de publicações do próprio Lula e da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em uma série de decisões. As decisões judiciais mostram a judicialização da disputa eleitoral nas redes sociais.

Posicionamento de Flávio e reação da campanha de Lula

Parte da mobilização em defesa de Lula se dá em torno de planos do adversário que ainda não foram explicados. Flávio diz que não fará “economia em cima dos mais pobres e dos aposentados”. A declaração busca acalmar o eleitorado diante das especulações sobre cortes em programas sociais. No entanto, a falta de detalhes sobre o pacote fiscal mantém o debate acalorado.

Cobrança por transparência

Integrantes do governo e da campanha de Lula tentam fazer um enfrentamento mais duro nas redes sociais para expor o que consideram inconsistências nas sinalizações de Flávio sobre a questão fiscal. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, disse: ” Anunciar o tamanho da tesoura é fácil. O que precisa ser explicado é onde a tesoura vai passar e o que vai mudar na vida das brasileiras e dos brasileiros, na vida de quem depende de serviços públicos. Cadê a lista da tesoura? ”

A fala de Dweck resume a estratégia petista de cobrar transparência do adversário.

A deputada federal Ana Elisa (PT-RJ) afirmou: “E o garotão de Brasília já começou a se incomodar com o fato do crescimento da campanha do presidente Lula. Já pensou se nós não estivéssemos trabalhando?” A declaração, em tom de provocação, reforça a confiança da campanha de Lula no avanço da mobilização digital. A disputa pelo eleitorado nas redes sociais segue intensa até o dia da votação.

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