Governo prorroga Desenrola 2.0 até 31 de agosto, mantendo condições
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta terça-feira, 28, a prorrogação do programa Desenrola 2.0 até o dia 31 de agosto, mantendo as mesmas condições de acesso. O ato do Ministério da Fazenda será publicado nesta sexta-feira, 31. Com a decisão, o governo federal amplia a janela para que mais brasileiros possam renegociar suas dívidas e limpar o nome, em um cenário de juros elevados e custo de vida pressionado.
A extensão do prazo reflete a intenção de alcançar um público ainda maior, uma vez que a iniciativa já movimentou mais de R$ 20 bilhões em acordos e beneficiou mais de 6 milhões de pessoas, conforme dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os números foram confirmados pelo ministro durante o anúncio e demonstram a capilaridade do programa.
Impacto do programa em números
Desde o lançamento do Desenrola 2.0, cerca de 4 milhões de consumidores com débitos de até R$ 100 tiveram seus nomes retirados dos cadastros de inadimplência. Essa foi uma contrapartida dos bancos para operar o Novo Desenrola. Além disso, 1,1 milhão de pessoas conseguiram quitar dívidas à vista, com descontos que chegaram a 80%. O perfil dos beneficiados mostra que a ação atinge desde pequenos devedores até famílias com renda mais elevada.
A principal modalidade do programa é o Desenrola Famílias, voltado a quem tem renda de até cinco salários mínimos. É por meio desse canal que a maior parte dos acordos é firmada, e a prorrogação mantém as regras já conhecidas pelo público. Para quem ainda não aderiu, o prazo extra pode ser decisivo.
Regras do Desenrola Famílias
O Desenrola Famílias cobre dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, atrasadas de 90 dias a dois anos, em modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. Quem adere ao programa tem um limite de nova dívida de R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira, e fica bloqueado para realizar apostas em bets por 12 meses. Essas condições foram desenhadas para evitar o superendividamento futuro, uma preocupação crescente do governo.
Outro pilar importante é a possibilidade de usar recursos do FGTS para ajudar trabalhadores a quitar débitos. O governo liberou a utilização de 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil — o que for maior — para pagamento parcial ou integral das dívidas via Desenrola Famílias. No entanto, quem tem empréstimos atrelados ao saque-aniversário do FGTS só poderá usar o saldo líquido do fundo, descontado o valor já comprometido com o empréstimo. Dessa forma, a medida não afeta as operações já contratadas nessa modalidade.
Alívio para dívidas do Fies
O Desenrola também se estende aos débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida engloba todos os débitos com mais de 90 dias de carência, atingindo cerca de 1,5 milhão de pessoas. Para dívidas com mais de 90 dias e menos de um ano, se o pagamento for à vista, o desconto da totalidade dos juros e multas é de 12% do principal. Se houver parcelamento, que pode ser em até 150 meses, haverá desconto da totalidade dos juros e multas. Apesar do alívio, a fonte não detalhou se há limites para esse parcelamento estendido, mas as condições representam um fôlego para estudantes endividados.
Novidades para os adimplentes
Além do foco nos inadimplentes, o Desenrola 2.0 também criou uma modalidade voltada a quem está em dia ou com pequenos atrasos. São elegíveis operações de crédito pessoal cujo valor total não ultrapasse R$ 15 mil. Para aderir, é preciso que o trabalhador tenha pago ao menos quatro parcelas e esteja em dia ou com atrasos de até 90 dias no pagamento. Essa faixa amplia o escopo do programa, permitindo que mesmo quem não está negativado consiga melhores condições.
A nova dívida, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), um fundo público, deve ter juros máximos de 1,99% ao mês. O prazo padrão para a quitação corresponderá ao remanescente da dívida original, com possibilidade de ser ampliado em até seis meses. Essa modalidade também permite a tomada de créditos adicionais de até 50% do saldo devedor, mas com um limite importante: a parcela mensal da nova dívida fica fixada em 90% do valor da prestação do crédito original. Se o trabalhador paga, por exemplo, parcelas mensais de R$ 1.000 e fizer a troca da dívida original via Desenrola Adimplentes, sua nova parcela não poderia ultrapassar R$ 900 mensais. Essa trava busca garantir que a renegociação não piore a saúde financeira do cidadão.
A prorrogação até 31 de agosto mantém intactas todas essas regras, e o governo espera que o prazo extra possibilite que mais cidadãos organizem suas finanças. A publicação oficial do ato na sexta-feira, 31, formalizará a extensão, mas as condições já estão valendo desde o anúncio do ministro. Os canais de atendimento continuam os mesmos, e os interessados devem procurar as instituições financeiras participantes ou a plataforma digital do programa.
Fonte
- exame.com
- Assinar (lps.exame.com)
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- faculdade exame (www.exame.com)
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- (11) 91162-9770 (wa.me)
