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Disputa dos bancos pelo consignado privado se intensifica


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Disputa dos bancos pelo consignado privado se intensifica
Crédito: www.seudinheiro.com

Os maiores bancos brasileiros acirraram a disputa pelo crédito consignado privado no início do ano. O mercado ainda aguarda a resolução de pendências operacionais no sistema do DataPrev, que podem impulsionar ainda mais o segmento. Em março, a carteira total do consignado para funcionários do setor privado superou a marca de R$ 100 bilhões.

Consignado privado atinge R$ 100 bilhões

O volume representa pouco mais de um quarto do saldo de R$ 384 bilhões do consignado para servidores públicos. Apesar do crescimento, o consignado privado ainda tem espaço para avançar, especialmente com as melhorias esperadas no sistema do DataPrev.

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Segurança atrai bancos e clientes

O consignado é visto como um instrumento mais seguro para canalizar crédito pessoal, porque as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento. O produto prevê a possibilidade de uso de parte do saldo do FGTS para amortizar a dívida, em caso de demissão sem justa causa. Esses mecanismos reduzem o risco de inadimplência e limitam os juros cobrados nas operações.

Competição acirrada entre bancos

O cenário desenha múltiplas oportunidades para instituições financeiras, mas também endurece a competição no setor. Entre os grandes bancos, a briga será principalmente pela conquista das empresas com quadro de empregados mais robusto, avalia o vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa Econômica Federal, Marcos Brasiliano Rosa.

Itaú lidera o segmento

O Itaú segue em destaque, com uma carteira que subiu de cerca de R$ 12 bilhões antes do programa do governo para R$ 19,5 bilhões no primeiro trimestre. O Itaú é líder no segmento, com participação de mercado de pouco mais de 20%.

Bradesco cresce 43%

No Bradesco, o privado ainda representa 6% do portfólio consignado. O saldo na linha cresceu quase 43% no comparativo anual, para cerca de R$ 6,7 bilhões.

Desafios operacionais no DataPrev

O setor bancário ainda cobra a evolução do sistema do DataPrev, em especial para garantir a portabilidade entre bancos e a migração automática do contrato quando o trabalhador muda de emprego. Atualmente, quando há troca de empresa, o modelo exige a formalização de um novo contrato. Segundo Brasiliano, as melhorias começaram a ser implementadas em maio e devem estar totalmente operacionais em setembro.

Juros e perspectivas

Em março, o juro médio do consignado CLT estava em 56,8% ao ano, ou cerca de 3,8% ao mês. Para analistas da Fitch, as incertezas regulatórias e operacionais têm implicado em múltiplas dificuldades para escalar o consignado privado. O Broadcast procurou a pasta para esclarecer o desenho do processo, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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