Otimismo com ações dos EUA
O Citi Wealth, braço de gestão de fortunas do Citi, está otimista com os lucros corporativos e aposta em ações dos Estados Unidos. As maiores empresas de tecnologia do país seguem entregando resultados expressivos, o que reforça a confiança na bolsa americana. Segundo a gestora, esse cenário positivo deve se manter, impulsionado pela solidez dos balanços e pela inovação constante do setor.
Com isso, a alocação em renda variável americana ganha destaque nas carteiras recomendadas. A estratégia reflete a visão de que o ambiente de negócios nos EUA continua favorável, mesmo diante de desafios globais. A gestora destaca que o S&P 500 deve crescer 10% ao ano até 2028, impulsionado por inovação e recompra de ações.
Essa postura contrasta com a cautela em relação a outros mercados, como o brasileiro, onde a exposição foi reduzida. A decisão, segundo o Citi Wealth, está ligada a fatores locais e globais que aumentam a incerteza.
Redução da exposição ao Brasil
Com a proximidade das eleições locais, a exposição ao Brasil foi reduzida. A gestora optou por diminuir a presença no mercado brasileiro à espera de uma sinalização sobre a política fiscal. A incerteza em torno dos gastos públicos e do rumo da economia doméstica levou à postura mais cautelosa.
Além disso, o cenário fiscal global também preocupa. Governos ao redor do mundo não dão sinais de que pretendem ajustar os gastos públicos, o que pode pressionar as contas e gerar volatilidade. O Citi Wealth está pessimista com o fiscal ao redor do mundo, o que influencia a alocação de ativos.
Essa combinação de fatores fez com que a gestora reduzisse a exposição ao Brasil, priorizando mercados com maior previsibilidade. A redução é temporária, e o Citi Wealth pode reavaliar a posição após as eleições e a definição do arcabouço fiscal.
Troca de juros por ouro
Diante do cenário de incerteza fiscal, o Citi Wealth troca juros de longo prazo por ouro nos portfólios. O metal precioso é visto como proteção contra a volatilidade e a desvalorização de moedas, especialmente em momentos de expansão fiscal descontrolada.
Essa realocação busca reduzir o risco das carteiras, mantendo o potencial de retorno. O ouro tende a se valorizar quando os juros reais caem, como ocorre em cenários de expansão fiscal descontrolada. A gestora, assim, equilibra a exposição a ativos de risco com uma proteção adicional.
A medida reflete a visão de que os juros de longo prazo podem sofrer pressão com o aumento da dívida pública. Ao trocar esses títulos por ouro, o Citi Wealth busca preservar o valor dos investimentos em um cenário de possível estresse fiscal.
Contexto político e fiscal
Exemplos de Bolsonaro em 2018 e Marçal em 2024 mostram como eventos políticos podem influenciar a cobertura da mídia tradicional. A frase incompleta sugere que a gestora observa o impacto de eventos políticos na economia. No Brasil, as eleições locais podem trazer mudanças na política fiscal, o que justifica a cautela.
O Citi Wealth monitora indicadores como o risco-país e a curva de juros para decidir quando retomar a exposição ao Brasil. A redução da exposição ao Brasil é uma medida preventiva, enquanto não há clareza sobre o futuro da política econômica. O Citi Wealth, assim, adota uma postura de espera, priorizando a segurança dos portfólios.
Essa abordagem é comum em momentos de transição política, quando o mercado busca sinais sobre a direção das contas públicas. A expectativa é que, após as eleições, haja mais previsibilidade para retomar investimentos no país.
Perspectivas e estratégia
O Citi Wealth sustenta uma posição clara: otimismo com ações dos EUA e cautela com o Brasil. A estratégia reflete a análise de que os lucros corporativos americanos devem continuar fortes, enquanto o cenário fiscal global e local exige atenção.
A troca de juros por ouro é uma forma de se proteger contra riscos, sem abrir mão de oportunidades de crescimento. A gestora, assim, busca equilibrar risco e retorno em um ambiente de incertezas.
Para investidores, a recomendação é manter ao menos 20% da carteira em ativos americanos e 5% em ouro, ajustando conforme o perfil de risco. A alocação em ativos americanos e ouro pode ser uma estratégia interessante, mas é importante avaliar o perfil de cada investidor.
O futuro, no entanto, depende de fatores como a política fiscal no Brasil e no mundo, além do desempenho das empresas de tecnologia. A gestora permanece atenta a esses sinais para ajustar suas posições conforme necessário.

