Meteorologistas preveem a formação de um ciclone-bomba no Sul do Brasil. Além disso, o fenômeno, caracterizado como baixa pressão explosiva, deve gerar rajadas de vento entre 60 km/h e 100 km/h. Dessa forma, o Inmet e a Defesa Civil emitiram alertas para vários estados do Brasil por causa do risco de tempestades, queda de granizo e danos estruturais.
O que é a ciclogênese explosiva?
O ciclone-bomba tem nome científico: ciclogênese explosiva. Ou seja, o processo ocorre quando a pressão atmosférica cai de forma rápida em um curto intervalo de tempo. Essa queda obriga a atmosfera a restabelecer o equilíbrio, o que gera movimento das massas de ar. Segundo Matheus Nunes, meteorologista da Tempo OK, a queda acentuada amplia a diferença de pressão entre o centro do ciclone e as áreas ao redor. Consequentemente, o resultado é a aceleração do deslocamento do ar e a intensificação dos ventos e das rajadas. O termo “explosiva” ajuda a entender a dimensão do fenômeno. No entanto, não se trata de uma simples variação de pressão, mas de uma mudança rápida e intensa. Essa interpretação explica por que os ventos podem alcançar os 100 km/h previstos.
Como o contraste térmico influencia o sistema
Larissa Campos, meteorologista do Inmet, acrescenta que o contraste de temperatura é um dos motores dessa formação. O contraste gera uma região de baixa pressão e uma região de convergência das massas de ar. Essa convergência, por sua vez, facilita a formação de nuvens e de tempestades associadas ao ciclone. A especialista relaciona o processo ao surgimento de tempestades severas. Por exemplo, quando as massas de ar com temperaturas diferentes se encontram, o ambiente fica propício para a formação de sistemas de tempestade. Segundo Larissa, é esse contraste que permite o desenvolvimento das nuvens e a ocorrência de granizo. Portanto, o fenômeno reúne vento, chuva e granizo em um mesmo sistema.
Rajadas de vento e a escala Beaufort
A escala Beaufort ajuda a dimensionar o perigo das rajadas previstas. Veja os níveis de intensidade:
- 62 km/h a 74 km/h: ventos podem quebrar galhos de árvores.
- 75 km/h a 88 km/h: ventos podem causar pequenos danos estruturais, como remoção de telhas.
- 89 km/h a 102 km/h: potencial de destruição maior, com danos consideráveis e árvores arrancadas pela raiz.
Como a previsão aponta rajadas de até 100 km/h, o ciclone-bomba se enquadra no nível mais severo apresentado pela escala. Dessa forma, os impactos possíveis vão além da queda de galhos. Ou seja, eles incluem desde telhas soltas até a derrubada de árvores. Esse é, consequentemente, um dos motivos para os alertas de danos estruturais.
Frentes frias e queda de temperatura
Outro efeito do ciclone-bomba é o surgimento de frentes frias. Essas frentes devem derrubar a temperatura de algumas cidades do Sul e Sudeste nos últimos dias. Além disso, a mudança térmica se soma aos ventos fortes e intensifica a sensação de instabilidade. Em áreas sob alerta, o tempo pode ficar ainda mais desconfortável. Contudo, a fonte não detalhou em quais cidades nem a extensão exata da queda térmica. O que se sabe, segundo as previsões, é que o resfriamento deve ser perceptível nas duas regiões. Portanto, a combinação de frio, vento e chuva reforça a necessidade de cuidados.
Tempestades e granizo na previsão
O risco de tempestades e granizo aparece atrelado à convergência de massas de ar. Conforme Larissa, o contraste térmico favorece a formação de nuvens e tempestades. Ademais, essas tempestades podem vir acompanhadas de granizo. Portanto, o alerta não se limita à ventania. O Inmet e a Defesa Civil mencionam a possibilidade de danos estruturais em razão desse conjunto de fenômenos. Por exemplo, tempestades com granizo podem afetar telhados e a segurança das pessoas. Dessa forma, a orientação é acompanhar os avisos oficiais e se proteger adequadamente.
Orientações para a população
Larissa Campos orienta a população a evitar áreas de risco durante tempestades. Além disso, ela recomenda ainda não se expor a estruturas metálicas frágeis. Durante rajadas intensas de vento, a orientação é não buscar abrigo sob árvores. Essas medidas simples ajudam a prevenir acidentes. Os alertas seguem válidos para vários estados do Brasil. Contudo, a fonte não detalhou por quanto tempo o fenômeno deve atuar. Até que as condições melhorem, a recomendação é manter a atenção e seguir as orientações das autoridades. Dessa forma, o monitoramento continua nos órgãos responsáveis.
*Estagiário sob supervisão de Eduardo Belo

