Evento discute futuro do trabalho com IA
O evento ‘Impulso 2026’, promovido pelo iFood Benefícios, ocorreu nesta quarta-feira (22) e reuniu executivos e pesquisadores para debater as novas perspectivas do mercado de trabalho diante do avanço tecnológico. A proposta central foi discutir como a inteligência artificial pode ser integrada ao ambiente corporativo sem desumanizar as relações.
Durante os debates, o consenso entre estudiosos e executivos foi claro: o bom uso da IA deve ampliar o valor humano, e não substituí-lo. Entre os participantes, estavam nomes como Jacob Morgan e Amy Gallo, que defenderam a tecnologia como ferramenta aliada ao redesenho do trabalho e à transformação da gestão.
O CEO do iFood destacou que habilidades como julgar, criar e confiar permanecem intrinsecamente humanas, mesmo em um cenário de automação crescente.
IA como amplificadora do valor humano
O consenso entre os palestrantes foi de que a tecnologia, quando bem utilizada, pode potencializar as capacidades humanas. Jacob Morgan, autor e especialista em futuro do trabalho, argumentou que a IA deve ser vista como uma extensão das habilidades humanas, e não como um substituto.
Amy Gallo, colunista da Harvard Business Review, complementou que a transformação da gestão é essencial para que as equipes se adaptem a novas ferramentas sem perder o foco nas pessoas. Marcelo Gleiser, físico e escritor, também presente, ressaltou que as empresas precisam criar espaços para que a criatividade e o julgamento crítico floresçam.
Ele alertou que, sem essa estrutura, a tecnologia pode reforçar desigualdades e reduzir a autonomia dos trabalhadores. A fala de Gleiser ecoou entre os executivos, que reconheceram a necessidade de investir em capacitação e em uma cultura organizacional que valorize o pensamento humano.
Redesenho do trabalho e gestão transformada
Jacob Morgan e Amy Gallo defenderam o uso da tecnologia como ferramenta somada ao redesenho do trabalho e à transformação da gestão. Para Morgan, o redesenho envolve repensar tarefas repetitivas que podem ser automatizadas, liberando os profissionais para atividades mais estratégicas.
Gallo destacou que a gestão precisa se tornar mais ágil e empática, com líderes que saibam equilibrar dados e intuição. O CEO do iFood reforçou que, mesmo com a automação, decisões complexas continuarão exigindo discernimento humano. Ele citou exemplos do setor de benefícios, onde a personalização de ofertas depende de entender necessidades subjetivas dos clientes.
A confiança, segundo ele, é um elemento que nenhum algoritmo pode replicar, sendo fundamental para relações duradouras.
Perspectivas para o mercado de trabalho
O evento Impulso 2026 deixou claro que o mercado de trabalho passará por transformações profundas, mas que o elemento humano permanecerá central. Os especialistas concordaram que a IA pode ampliar a produtividade e a criatividade, desde que haja investimento em educação e em novas formas de gestão.
O CEO do iFood concluiu que julgar, criar e confiar são atribuições que seguirão sendo humanas, independentemente do avanço tecnológico. A fonte não detalhou quais serão os próximos passos do iFood Benefícios após o evento, mas a expectativa é que as discussões inspirem políticas internas e parcerias. O encontro serviu como um termômetro para as tendências que devem moldar o trabalho nos próximos anos, com a tecnologia servindo como meio, e não como fim.
