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Banco do Brasil BBAS3 1T26: mercado espera fraqueza e teme decepção


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Banco do Brasil BBAS3 1T26: mercado espera fraqueza e teme decepção
Crédito: www.seudinheiro.com

O Banco do Brasil (BBAS3) já não tenta convencer o mercado de que o pior passou. A poucas horas do balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26), o debate mudou de patamar. Os analistas projetam lucro líquido de R$ 4,107 bilhões no 1T26 — queda de 44,3% na comparação anual. As estimativas compiladas pelo Seu Dinheiro indicam retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de apenas 7,3%.

Provisões em alta pressionam resultado

O JP Morgan projeta novo avanço nas provisões em relação ao trimestre anterior. O aumento é impulsionado principalmente pelo agronegócio e por casos de inadimplência na carteira corporativa.

O Bank of America (BofA) admite a possibilidade de resultados abaixo até das estimativas já conservadoras. Para o Banco Safra, a combinação entre margem financeira pressionada e escalada das provisões coloca o BB em posição mais delicada que a dos rivais privados.

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Exposição ao crédito rural preocupa

O Banco do Brasil continua mais exposto a um vetor específico de deterioração: o crédito rural. A carteira rural representa quase um terço do portfólio do BB. A expectativa dos analistas é de inadimplência elevada nesse segmento.

Após a piora recente no agro, o BB redesenhou sua atuação no campo: apertou garantias, revisou processos e recalibrou o apetite a risco. Os primeiros sinais dessa nova abordagem começam a aparecer em 2026, segundo a própria gestão. A expectativa é que a “pontualização” melhore ao longo da safra 2025/2026.

Crédito corporativo e varejo no radar

No crédito corporativo, casos relevantes de inadimplência entre grandes empresas e pedidos de recuperação judicial continuam no radar, segundo o Goldman Sachs.

A expectativa do BofA é de expansão de crédito em ritmo de um dígito baixo no 1T26. A exceção deve ser o varejo — em especial, o consignado privado, que deve seguir como principal motor de expansão. A XP Investimentos enxerga crescimento concentrado no varejo, com o consignado privado avançando e o consignado público mostrando resiliência.

O que os investidores vão monitorar

Três variáveis concentram a atenção dos investidores neste balanço:

  • Capacidade do banco de sustentar retorno sobre o patrimônio em meio à piora do ciclo de crédito.
  • Combinação de margem financeira pressionada, provisões em alta e inadimplência elevada no agro e corporativo.
  • Eficácia das medidas de ajuste no crédito rural para conter novas surpresas negativas.

Resta saber se as medidas serão suficientes.

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