O Ibovespa recuou 0,86% na sessão passada, encerrando aos 206.495 pontos. A queda ocorreu em um pregão marcado pela repercussão dos levantamentos sobre a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), além da reação negativa às ações da WEG após a divulgação de seus resultados. O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para domingo, 25 de outubro, e os investidores seguem atentos ao cenário político.
Nesta quinta-feira, a agenda econômica ganha novos contornos com a divulgação do balanço do Bradesco e dados de emprego nos Estados Unidos.
Balanço do Bradesco concentra atenções no Brasil
O balanço do Bradesco está previsto para após o fechamento do mercado. A divulgação dos resultados do banco é um dos principais eventos do dia para os investidores locais, que buscam sinais sobre a saúde do setor financeiro e o impacto do cenário macroeconômico. Além disso, a agenda brasileira inclui a Sondagem Industrial da CNI, sem horário informado, e a reunião mensal do Conselho Monetário Nacional (CMN). Esses eventos podem trazer indicações sobre a atividade econômica e eventuais ajustes na política monetária.
No exterior, investidores acompanham resultados de empresas como Procter & Gamble, Nestlé e Spotify. Esses balanços ajudam a compor o quadro global de lucros corporativos e podem influenciar o apetite por risco nos mercados. A combinação de eventos locais e internacionais deve manter a volatilidade elevada ao longo do dia.
Emprego nos EUA e confiança europeia no radar
Às 9h30 (horário de Brasília), os Estados Unidos divulgam os pedidos semanais de auxílio-desemprego referentes à semana encerrada em 16 de outubro. Na semana anterior, foram registrados 199 mil pedidos. O dado é acompanhado de perto porque um mercado de trabalho aquecido pode pressionar a inflação e levar o Federal Reserve a manter os juros elevados por mais tempo.
Às 11h, a Comissão Europeia divulga a leitura preliminar da confiança do consumidor da zona do euro em outubro. Em setembro, o indicador marcou -16,5 pontos. A confiança do consumidor reflete o sentimento das famílias sobre a economia e pode sinalizar tendências de consumo na região. Uma melhora ou piora nesse índice costuma repercutir nos mercados globais.
Leilão de TIPS e agenda japonesa completam o dia
Nos Estados Unidos, o Departamento do Tesouro realiza, às 14h, um leilão de títulos do Tesouro protegidos contra a inflação (TIPS) com vencimento em cinco anos. Esses leilões são observados como termômetro da demanda por proteção inflacionária e podem influenciar as taxas de juros de longo prazo.
Às 20h30, será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI) de setembro do Japão. Em agosto, a inflação japonesa avançou 0,1% na comparação mensal e 1,9% na anual. O dado é relevante para avaliar a trajetória de preços no país e as perspectivas para a política do Banco do Japão. Em seguida, às 21h30, a S&P Global divulga as leituras preliminares dos índices de gerentes de compras (PMIs) de outubro para a indústria, os serviços e o conjunto da economia japonesa.
Em setembro, o PMI industrial marcou 54,1 pontos, o de serviços ficou em 51,3 e o composto atingiu 52,3 pontos.
A agenda cheia de indicadores e balanços deve guiar as negociações ao longo do dia, com os investidores ajustando posições diante de novas informações. A proximidade do segundo turno eleitoral no Brasil adiciona um componente extra de cautela aos mercados locais.
