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Calendário lunar de setembro: veja quando é a próxima Lua cheia


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Calendário lunar de setembro: veja quando é a próxima Lua cheia
Crédito: exame.com

Quem observa o céu noturno já pode se programar: a próxima Lua cheia de setembro ocorre no dia 26, às 13h49 no horário de Brasília. A informação faz parte do calendário lunar do mês, que inclui ainda as fases minguante, nova e crescente. Além disso, setembro reserva uma aproximação aparente entre a Lua e Vênus no dia 14. Os dados foram reunidos a partir de efemérides astronômicas e são úteis tanto para curiosos quanto para fotógrafos e observadores.

As fases da Lua em setembro são: quarto minguante no dia 4, Lua nova no dia 11, quarto crescente no dia 18 e Lua cheia no dia 26. Todas as fases ocorrem em horários específicos, que podem variar ligeiramente conforme o fuso horário local.

Vale lembrar que a Lua não produz luz própria. O que vemos é o reflexo da luz solar em sua superfície. Por isso, as fases dependem da posição relativa entre Sol, Terra e Lua. A cada ciclo, o intervalo entre duas Luas novas consecutivas recebe o nome de lunação, que dura cerca de 29 dias e meio. Esse período é a base dos calendários lunares usados em diversas culturas.

Fases da Lua em setembro

O calendário lunar de setembro traz quatro momentos principais. O quarto minguante abre o mês no dia 4, às 4h51. Nessa fase, metade do disco lunar fica iluminado, mas a porção visível diminui noite após noite. É um período associado à introspecção em algumas tradições, mas do ponto de vista astronômico, apenas indica que a Lua está a caminho da fase nova.

Já a Lua nova chega em 11 de setembro, por volta de 0h27. Nesse momento, a Lua fica entre a Terra e o Sol, e seu lado iluminado está voltado para longe de nós. Por isso, ela praticamente desaparece do céu noturno. A ausência de brilho lunar favorece a observação de estrelas e constelações, sendo uma fase apreciada por astrônomos amadores.

O quarto crescente ocorre em 18 de setembro, às 17h43. Aqui, a Lua começa a ganhar luminosidade novamente, com metade do disco visível à noite. É uma fase de transição, que antecede a plenitude. Muitos observadores consideram o quarto crescente ideal para ver crateras e montanhas lunares, pois as sombras ao longo do terminador — a linha que separa dia e noite na Lua — ficam mais evidentes.

Por fim, a Lua cheia de setembro acontece exatamente no dia 26, às 13h49, no horário de Brasília. Nessa fase, a face voltada para a Terra fica totalmente iluminada pelo Sol. Apesar do horário diurno, o nascimento da Lua no Rio de Janeiro será aproximadamente às 17h56, e em Porto Alegre, às 18h33. Portanto, ao anoitecer, o disco já estará visível no horizonte leste.

Eclipses: o que esperar

Setembro não terá eclipse lunar parcial. A informação é relevante porque, em alguns meses, a Lua cheia pode coincidir com um eclipse, quando a sombra da Terra cobre parte ou todo o disco lunar. Desta vez, porém, o alinhamento não será favorável para esse fenômeno.

Para quem aguarda eventos mais raros, o próximo eclipse lunar está previsto para fevereiro de 2027, sendo penumbral. Nesse tipo, a Lua passa apenas pela penumbra da Terra, resultando em um leve escurecimento, muitas vezes imperceptível a olho nu. Já um eclipse lunar parcial voltará a ser visto em todo o Brasil apenas em janeiro de 2028. E um eclipse total está previsto para junho de 2029.

Essas datas indicam que, por enquanto, os observadores brasileiros terão de se contentar com as fases regulares e conjunções. A ausência de eclipses em setembro não diminui o interesse pelo céu, mas exige ajustar as expectativas para os próximos anos.

Lua cheia não será superlua

A Lua cheia de setembro não será uma superlua. Superlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o perigeu, ponto de maior aproximação da Terra. Em setembro, o perigeu ocorre no dia 6, bem antes da fase cheia do dia 26.

Durante a Lua cheia do dia 26, a Lua estará a aproximadamente 379 mil quilômetros da Terra. Para comparação, a distância média é de cerca de 384 mil quilômetros, e superluas costumam ocorrer abaixo de 360 mil quilômetros. Portanto, o tamanho aparente será apenas ligeiramente maior que o normal, sem o efeito dramático de uma superlua.

Mesmo assim, a Lua cheia de setembro proporcionará boa visibilidade, especialmente em áreas com pouca poluição luminosa. O nascimento tardio, após as 17h em capitais como Rio de Janeiro e Porto Alegre, permite que muitos consigam observá-la logo no início da noite, sem precisar madrugar.

Conjunção com Vênus no dia 14

Outro destaque do mês é a aproximação aparente entre a Lua e Vênus. No dia 14 de setembro, a Lua e Vênus aparecerão próximos no começo da noite. Após o pôr do Sol, será possível encontrar a Lua crescente e Vênus próximos na direção oeste.

É importante esclarecer que a aproximação entre Lua e Vênus será apenas uma questão de perspectiva. Os dois corpos celestes não estão fisicamente próximos; apenas parecem alinhados quando vistos da Terra. Esse tipo de conjunção é comum e pode ser observado a olho nu, desde que o horizonte oeste esteja desobstruído.

Para aproveitar, o ideal é procurar um local com vista desimpedida para o poente logo após o anoitecer. Vênus, conhecido como “estrela d’alva” ou “estrela vespertina”, brilha intensamente e será fácil de identificar ao lado da Lua crescente. A conjunção é um bom momento para fotografias, pois ambos os astros estarão baixos no céu, criando composições interessantes com a paisagem.

Dicas para observar

Para acompanhar o calendário lunar de setembro, não é necessário equipamento especial. A olho nu, é possível identificar as fases e a conjunção com Vênus. No entanto, binóculos ou pequenos telescópios revelam detalhes da superfície lunar, como crateras e mares, especialmente nas fases crescente e minguante, quando as sombras são mais pronunciadas.

O horário de nascimento da Lua varia conforme a localidade. No Rio de Janeiro, por exemplo, o nascimento da Lua cheia será aproximadamente às 17h56, enquanto em Porto Alegre ocorrerá às 18h33. Quem estiver em outras cidades pode consultar aplicativos de astronomia ou efemérides locais para ajustar a observação. Para outras capitais, consulte aplicativos de astronomia ou efemérides locais.

Também é recomendável fugir da poluição luminosa. Áreas rurais, praias afastadas ou parques com pouca iluminação artificial oferecem melhores condições. E, claro, verificar a previsão do tempo: nuvens podem atrapalhar a visão, especialmente no dia da conjunção e da Lua cheia.

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