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Santander (SANB11) decepciona e JP Morgan corta recomendação


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Santander (SANB11) decepciona e JP Morgan corta recomendação
Crédito: www.seudinheiro.com

O Santander (SANB11) divulgou seus resultados do segundo trimestre na última quarta-feira (29), antes da abertura do pregão, revelando números abaixo das expectativas do mercado. Consequentemente, o desempenho insatisfatório levou o JP Morgan a alterar sua visão sobre as units do banco, rebaixando a recomendação e cortando o preço-alvo. Ademais, a reação negativa reflete tanto a frustração com os resultados quanto o tom cauteloso adotado pelo diretor financeiro.

Lucro recorrente fica 13,7% abaixo das projeções

O lucro líquido recorrente do Santander totalizou R$ 3,01 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 17,6% em relação ao mesmo período de 2025 e um recuo de 20,4% comparado aos três primeiros meses do ano.

No entanto, o consenso da Bloomberg apontava para um lucro médio de R$ 3,487 bilhões, de modo que o valor reportado ficou R$ 477 milhões aquém do esperado – uma frustração de 13,7% em relação às projeções dos analistas.

Retorno sobre o patrimônio (ROAE) decepciona

Além disso, outro indicador relevante, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), atingiu 12,5%, bem abaixo da expectativa de 14,5%. Apesar da taxa básica de juros (Selic) estar em 14,25% ao ano – nível que, em tese, favoreceria a rentabilidade bancária –, o Santander não conseguiu traduzir esse ambiente em ganhos expressivos. Dessa forma, o ROAE inferior ao custo de capital evidencia as dificuldades do banco em gerar valor para os acionistas no período.

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Provisão trabalhista pressiona o resultado

Sobretudo, o trimestre foi impactado por uma provisão trabalhista de caráter não recorrente no montante de R$ 291 milhões. Contudo, excluindo esse item, o lucro recorrente ajustado subiria para cerca de R$ 3,301 bilhões, mas ainda ficaria R$ 186 milhões abaixo das projeções de mercado. Todavia, a fonte não detalhou a natureza exata da provisão, mas sua relevância ficou evidente nos números. Além disso, a administração vinha sinalizando um ambiente de crédito mais seletivo e a redução da exposição a segmentos de maior risco, movimento que se refletiu nos resultados.

CFO enfatiza foco na qualidade da carteira

Durante a teleconferência de resultados, o CFO Carlos Muñiz foi categórico: a qualidade da carteira de crédito tornou-se a prioridade absoluta da operação brasileira do Santander. Ademais, o executivo afirmou que o banco está reduzindo a exposição a clientes de baixa renda, ao agronegócio e a pequenas e médias empresas (PMEs) – segmentos reconhecidamente mais vulneráveis em cenários de desaceleração econômica e juros elevados. Dessa forma, a fala foi interpretada como um sinal de que o banco está disposto a sacrificar o crescimento em prol de uma carteira mais saudável, o que pode limitar as receitas no curto prazo e reforçou o pessimismo entre investidores.

JP Morgan rebaixa recomendação e corta preço-alvo

Portanto, os analistas do JP Morgan, que até então tinham recomendação de compra para as units SANB11, revisaram sua posição para neutro. Ademais, o preço-alvo foi reduzido de R$ 36 para R$ 30, um corte de aproximadamente 16,7%. Adicionalmente, o banco de investimento reduziu em 13% as estimativas de lucro do Santander para 2026 e 2027, colocando-as abaixo do consenso da Bloomberg. Em resumo, a combinação de resultados fracos e as diretrizes conservadoras do CFO devem restringir a capacidade do banco de entregar retornos atrativos no horizonte analisado.

Units acumulam perdas de mais de 21% em 2026

Consequentemente, a reação do mercado foi imediata. Por exemplo, na quarta-feira (29), os papéis do Santander despencaram 7,3%. Além disso, na sessão seguinte, por volta das 12h45, a ação ainda caía 0,86%, operando perto das mínimas do dia. Dessa forma, no acumulado de 2026, as units SANB11 já perderam mais de 21%, um desempenho que contrasta fortemente com o Ibovespa, que sobe 9,2% no mesmo período. Portanto, esse cenário aumenta a pressão sobre a administração para demonstrar que a estratégia de redução de riscos trará benefícios sustentáveis, enquanto o mercado aguarda sinais de retomada da rentabilidade.

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