A Copa do Mundo de 2026 terminou com a Espanha erguendo o troféu, mas um nome ficou gravado na memória dos torcedores: Enzo Fernández. O meia argentino, antes herói nas fases anteriores, tornou-se o grande vilão da decisão. O The Wall Street Journal o elegeu como o último grande vilão do torneio, destacando sua expulsão na final e as controvérsias que o cercaram nos meses anteriores.
Campanha heroica até a final
A trajetória da Argentina na Copa de 2026 foi marcada por viradas históricas e muita entrega. Enzo Fernández foi um dos grandes protagonistas. Ele brilhou nas classificações heroicas contra Egito e Inglaterra, marcando gols nas duas partidas e sendo decisivo para as viradas que levaram os sul-americanos adiante no Mundial. Sua atuação o consolidou como peça-chave no esquema tático argentino.
Contra o Egito, nas oitavas de final, a Argentina perdia por 2 a 0 até os 30 minutos do segundo tempo. Foi então que Enzo Fernández marcou um gol de falta, reduzindo a diferença. Minutos depois, deu a assistência para o empate. Na prorrogação, um chute de fora da área selou a virada. Já contra a Inglaterra, nas quartas, o cenário se repetiu: a Argentina saiu atrás, mas Enzo Fernández empatou de cabeça e, no segundo tempo, converteu um pênalti sofrido por ele mesmo.
Expulsão na decisão
Na final, os argentinos foram dominados pela Espanha e acabaram derrotados. O jogo já estava complicado para a Argentina, que perdia por 1 a 0. Aos 70 minutos, Enzo Fernández cometeu uma entrada dura no meio-campista espanhol Pedri. O árbitro, após consultar o VAR, mostrou o cartão vermelho direto. Com isso, a seleção argentina ficou com um jogador a menos durante toda a prorrogação, em um duelo em que a Espanha já dominava com tranquilidade.
A expulsão foi o ponto de virada definitivo. A Espanha aproveitou a vantagem numérica e ampliou o placar para 3 a 0, consolidando o título. A torcida argentina, que antes o aclamava, passou a criticá-lo duramente. Nas redes sociais, Enzo Fernández foi alvo de memes e xingamentos. O The Wall Street Journal destacou que, em um torneio repleto de heróis, ele se tornou o antagonista perfeito.
Polêmicas antes do Mundial
Poucos meses antes da Copa, Enzo Fernández foi afastado do Chelsea por duas partidas após expressar publicamente dúvidas sobre seu futuro no clube. Em uma entrevista, ele afirmou que gostaria de morar em Madri, capital da Espanha. A declaração não caiu bem no Chelsea e gerou o afastamento. A punição ocorreu em abril. Enzo Fernández terminou a temporada europeia atuando normalmente pelo time inglês, mas o episódio deixou marcas.
Além disso, Enzo Fernández foi associado a uma possível transferência para o Real Madrid. Rumores indicavam que o clube merengue estaria interessado em contar com o meia para a próxima temporada. Embora nenhuma negociação oficial tenha sido confirmada, a especulação alimentou ainda mais a tensão com o Chelsea. Para muitos torcedores, a declaração sobre Madri foi vista como falta de compromisso com o clube inglês.
O legado de um vilão
A eleição de Enzo Fernández como o último grande vilão da Copa de 2026 pelo The Wall Street Journal reflete não apenas sua atuação na final, mas também o contexto extracampo. Em um esporte onde heróis são celebrados, vilões como ele se tornam igualmente memoráveis. Sua história serve como lembrete de que o futebol é feito de altos e baixos, e que um jogador pode passar de herói a vilão em questão de minutos.
Para a Argentina, a derrota foi dolorosa, mas a campanha teve momentos de brilho. Enzo Fernández, apesar da expulsão, foi parte fundamental dessa jornada. Resta saber como ele lidará com o rótulo de vilão e se conseguirá reverter a imagem em futuras competições. O tempo dirá se ele será lembrado pelo gol contra a Inglaterra ou pelo cartão vermelho na final.
Fonte
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