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Morre Noca da Portela, sambista baluarte do Carnaval carioca, aos 93


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Morre Noca da Portela, sambista baluarte do Carnaval carioca, aos 93
Crédito: valor.globo.com

A Portela perdeu um de seus maiores baluartes. Noca da Portela, nome artístico de Osvaldo Alves Pereira, morreu aos 93 anos. A causa da morte não foi revelada. A escola de samba se solidarizou com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba. Em nota, a agremiação destacou que Noca deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade.

Das Minas ao Rio: a trajetória de Noca

Nascido em Minas Gerais, Noca foi batizado como Osvaldo Alves Pereira. Ainda criança, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Foi na adolescência que ele começou a compor sambas-enredo, iniciando uma carreira que o tornaria um dos nomes mais respeitados do gênero.

Entrada na Portela e primeiros sucessos

Por influência de Paulinho da Viola, Noca entrou na Portela na década de 1960. Na escola, compôs “Portela Querida”, canção que foi entoada por Elza Soares. Em 1976, assinou o samba-enredo “O Homem de Pacoval”, consolidando sua posição entre os grandes compositores da agremiação.

Sete vitórias nas disputas de samba-enredo

Noca foi um dos compositores mais bem-sucedidos da Portela. Ele venceu em sete ocasiões a disputa de samba-enredo da escola. Entre os sambas vitoriosos estão “Recordar É Viver” (1985), “Gosto que Me Enrosco” (1995) e “Os Olhos da Noite” (1998). Essas obras marcaram época e são lembradas até hoje pelos amantes do samba.

Secretário estadual de Cultura em 2006

Além da carreira musical, Noca também atuou na gestão pública. Em 2006, foi nomeado secretário estadual de Cultura durante a gestão da então governadora Rosinha Garotinho. A passagem pelo cargo reforçou seu compromisso com a cultura fluminense.

A Portela e o mundo do samba lamentam a partida de Noca, que deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade.

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