Na próxima quarta-feira (13), Donald Trump desembarca em Pequim para um encontro com Xi Jinping. A reunião ocorre nove anos após a última visita de um presidente americano à China. O cenário global mudou drasticamente: guerras comerciais, pandemia e o conflito no Irã marcaram o período. O caminho até aqui foi pavimentado em Busan, em outubro de 2025, quando ambos os países concordaram com uma trégua temporária.
Tarifas e retaliações em jogo
Trump chegou a impor tarifas de 145% sobre produtos chineses. Pequim tinha armas de retaliação à altura: o bloqueio das exportações de terras raras, minerais essenciais para a tecnologia militar e industrial dos EUA. A trégua de Busan suspendeu parte dessas medidas, mas o acordo definitivo ainda está por ser negociado.
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Comitiva de peso em Pequim
Na visita a Pequim, estão confirmadas as presenças de Kelly Ortberg, da Boeing, que coloca para jogo um contrato histórico de 500 jatos 737 Max. Jane Fraser, do Citigroup, representará o setor financeiro dos EUA. Executivos da Nvidia, Apple e Exxon, buscando garantias de mercado e suprimentos, também farão parte da comitiva de Trump e Pequim.
O que a China oferece
A China quer estender a trégua e evitar que o embargo tecnológico dos EUA paralise seu crescimento. Em troca, oferece investimentos robustos e a retomada das compras agrícolas, como a meta de 25 milhões de toneladas de soja por ano. A soja é um dos principais produtos da pauta de exportação brasileira, e qualquer acordo entre EUA e China pode impactar diretamente os preços e a demanda.
Energia e Irã na mesa
A China é a maior compradora de petróleo iraniano. Washington agora se vê na posição irônica de pedir ajuda diplomática ao seu maior concorrente para pacificar Teerã e estabilizar os preços da energia. Uma eventual redução das tensões no Irã poderia aliviar os custos de combustíveis no Brasil.
Taiwan: o ponto sensível
Taiwan continua sendo o “maior risco”, segundo o ministro Wang Yi. Trump tem sinalizado que vê a ilha mais como uma concorrente econômica no setor de semicondutores do que como um aliado democrático. Um pacote de US$ 11 bilhões em armas para Taiwan foi retido pelo Departamento de Estado norte-americano antes da viagem, sinalizando possível flexibilidade.
O desfecho do encontro pode redefinir alianças e fluxos comerciais. Para o Brasil, as decisões em Pequim ecoam em setores como agronegócio, energia e tecnologia. Acompanhe a cobertura completa no Imóveis em Alta.
Fonte
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