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Selic Copom ata: quando os cortes podem parar?


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Selic Copom ata: quando os cortes podem parar?
Crédito: www.seudinheiro.com

O Banco Central publicou na manhã desta terça-feira (5) a ata da última reunião do Copom, que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. O documento indica que o ciclo de cortes pode ser interrompido ou desacelerado caso o conflito no Oriente Médio se prolongue.

Tom mais duro que o comunicado

A ata teve tom hawkish, mais duro que o comunicado, segundo a Warren Investimentos. O BC destacou a permanência de incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos. Além disso, o Copom avaliou que o balanço de riscos para a inflação segue mais elevado do que o usual, refletindo incertezas em torno dos conflitos no Oriente Médio.

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Riscos de alta e de baixa

O colegiado apontou riscos de baixa, como desaceleração mais intensa da atividade doméstica e global e queda nos preços de commodities. Por outro lado, a prolongação do conflito pode gerar efeitos mais duradouros nas cadeias produtivas. Parte dos efeitos do conflito já é sentida, como indicado pela piora nas expectativas para 2028.

Atividade econômica moderada

A atividade econômica manteve trajetória de moderação no crescimento, como esperado. Mercados mais sensíveis às condições financeiras apresentam maior desaceleração, enquanto mercados mais sensíveis à renda apresentam maior resiliência. A taxa de desemprego tem se mantido em patamares historicamente baixos. Os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação acima do crescimento da produtividade do trabalho.

Inflação acima da meta

O cenário de referência para a inflação acumulada em quatro trimestres para 2026 é 4,6%. Para o quarto trimestre de 2027, a projeção é de 3,5%. O Copom reforçou o compromisso com a convergência da inflação à meta. O colegiado manterá uma atuação cautelosa e flexível, ajustando o ritmo da política monetária conforme a evolução do cenário.

Próximos passos da Selic

O Copom decidiu dar continuidade ao ciclo de ajuste dos juros. A magnitude e a duração do ciclo de cortes seguirão dependentes de novas informações. A expectativa para a Selic hoje é de cerca de 13% ao ano. A decisão reflete um cenário marcado por incertezas, com sinais mistos sobre a atividade e os impactos inflacionários.

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