Casa Branca confirma investigação contra JBS e Marfrig
Os frigoríficos brasileiros voltaram ao centro das investigações nos Estados Unidos. A Casa Branca confirmou que apura a formação de cartel no mercado de carne, envolvendo a JBS e a Marfrig, por meio de sua subsidiária National Beef. O anúncio ocorre após o Departamento de Justiça (DoJ) ter aberto uma investigação formal em novembro de 2025 contra grandes frigoríficos que atuam no país.
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Investigação aponta monopólio de preços
O conselheiro da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou que as empresas controlam as cadeias de produção, pois elas “coletam dados de indivíduos e fazem um monopólio dos preços”. Segundo Navarro, o nível de concentração dessas companhias reduz a concorrência e cria condições para a formação de preços que prejudicam tanto os pecuaristas norte-americanos quanto os consumidores. A declaração reforça as suspeitas de que JBS e Marfrig estariam coordenando preços no mercado americano.
Reação do mercado e impacto nas ações
O mercado reagiu negativamente à notícia. Por volta das 13h40 (horário de Brasília), o BDR da JBS (JBSS32) recuava 2% na bolsa de valores brasileira (B3). A Marfrig, por sua vez, também registrou queda, embora a fonte não tenha detalhado o percentual exato. A investigação ocorre em meio a tensões entre o governo Trump e os pecuaristas norte-americanos, que criticam o presidente desde outubro, depois de ele sugerir que o país importe mais carne bovina da Argentina. Trump também pediu para que os pecuaristas reduzissem seus preços para incentivar os consumidores americanos a comprar sua carne.
Expansão da JBS nos EUA e potencial de valorização
Apesar do cenário adverso, a JBS está avançando cada vez mais no território norte-americano. Segundo o BTG Pactual, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA. A companhia pode ser elegível a entrar em grandes índices do mercado acionário, que reúnem empresas com certas características e são acompanhados de perto pelos investidores. Isso pode fazer a ação se valorizar e ter mais liquidez, já que há fundos e investidores que compram apenas ações por meio de carteiras de índices. Também é o caso de ETFs que seguem essas carteiras teóricas.
Possível entrada no S&P 500
O ápice seria entrar na carteira do índice S&P 500, que reúne as cerca de 500 empresas de maior valor de mercado do mercado norte-americano e concentra 80% de todo o valor de mercado do país. Seria o equivalente ao nosso Ibovespa, o mais importante da B3. Não só isso traria credibilidade à companhia, mas elevaria a ação a novos valores. A estimativa do banco é que a entrada nesse índice pode elevar o fluxo para a ação em US$ 3 bilhões. No entanto, a investigação em curso pode afetar esses planos, já que um eventual cartel pode gerar multas e restrições regulatórias.
Fonte
- www.seudinheiro.com
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