A quatro dias do primeiro turno, em 2 de outubro, a disputa pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado aparece fragmentada, de acordo com a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira, 30. O levantamento mostra um cenário competitivo, com quatro candidatos tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Carlos Jordy (PL) lidera numericamente com 18% das intenções de voto, seguido de perto por Benedita da Silva (PT), que marca 15%.
O eleitorado fluminense tem direito a duas escolhas para o Senado, o que torna a disputa ainda mais complexa. A pesquisa consolidada considera a soma das duas opções de voto, mas também traz recortes específicos, como o primeiro voto isolado. Nesse cenário, Benedita da Silva assume a dianteira com 20%, enquanto Jordy registra 19%. A diferença entre eles, porém, está dentro da margem de erro, indicando um empate técnico.
Cenário consolidado mostra quatro candidatos embolados
No cenário consolidado, que soma as duas preferências do eleitor, Carlos Jordy aparece com 18% das intenções de voto. Benedita da Silva vem logo atrás, com 15%, e Carlos Portinho (PL) registra 14%. Pedro Paulo (PSD) completa o grupo de líderes com 12%. A margem de erro de 2 pontos percentuais coloca os quatro candidatos em situação de empate técnico, o que aumenta a incerteza sobre quem ocupará as duas cadeiras em disputa.
Outros candidatos também pontuam, mas com percentuais menores. Marcelo Crivella (Republicanos) tem 10% das intenções de voto, enquanto Monica Benicio (PSol) anota 8%. Waguinho (Republicanos) e Helio Secco (Missão) aparecem com 3% cada. Marcos Dias (Podemos) e Ó Clemente (Democrata) registram 1% cada. Esses números reforçam a fragmentação da disputa, com votos distribuídos entre várias candidaturas.
Os votos brancos e nulos somam 7%, e 8% dos eleitores estão indecisos. Esse contingente de indecisos e eleitores que pretendem anular pode ser decisivo no resultado final, especialmente em uma eleição com margens apertadas.
Primeiro voto isolado revela liderança de Benedita
Ao isolar o primeiro voto, a pesquisa mostra um cenário diferente. Benedita da Silva lidera com 20% das intenções, seguida por Carlos Jordy com 19%. A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro, o que configura empate técnico. Carlos Portinho e Pedro Paulo empatam numericamente com 12% da preferência principal cada.
Esse recorte é relevante porque, na prática, muitos eleitores definem seu primeiro voto com base em critérios como identificação partidária ou trajetória política. A liderança de Benedita no primeiro voto pode indicar uma base mais fiel, enquanto Jordy depende de uma parcela do eleitorado que o escolhe como segunda opção. No entanto, a fonte não detalhou a metodologia exata para esse recorte, limitando interpretações mais profundas.
Além disso, a pesquisa não forneceu dados sobre a intenção de voto para o segundo voto isolado, o que poderia esclarecer como os eleitores distribuem suas duas escolhas. A ausência dessa informação impede uma análise completa sobre a dinâmica da disputa pelas duas vagas.
Candidatos sem pontuação e votos inválidos
Seis candidatos não pontuaram na pesquisa: comandante Ribeiro Afonso (Democrata), Luciano Mattos (PRTB), Luiz Eugenio (PCO), Michelly Xavier (UP), Paula Falcão (PSTU) e Vinicius Benevides (UP). Esses nomes não alcançaram 1% das intenções de voto, o que os coloca em posição marginal na disputa.
O percentual de votos brancos e nulos (7%) e de indecisos (8%) soma 15% do eleitorado. Esse grupo pode ser decisivo, especialmente se houver uma onda de última hora ou se os candidatos conseguirem converter indecisos nos próximos dias. A quatro dias do primeiro turno, a campanha eleitoral ainda pode influenciar esses eleitores.
A pesquisa Real Time Big Data, realizada entre 26 e 28 de setembro com 1.200 entrevistados, tem margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A margem de erro de 2 pontos percentuais, porém, é um indicativo de que os resultados são estatisticamente significativos para o cenário geral.
O que esperar até o primeiro turno
Com quatro candidatos tecnicamente empatados na liderança, a disputa pelas duas vagas do Rio no Senado deve se intensificar nos próximos dias. A fragmentação do eleitorado sugere que nenhum candidato deve alcançar uma vantagem confortável antes do primeiro turno. A briga por votos entre os líderes pode abrir espaço para surpresas, especialmente se algum candidato conseguir atrair os indecisos ou reduzir a rejeição.
O eleitorado fluminense terá que escolher dois nomes entre os 16 candidatos listados na pesquisa. A decisão final dependerá de fatores como campanhas de rua, debates e a mobilização das bases partidárias. A pesquisa Real Time Big Data não forneceu dados sobre rejeição ou potencial de voto, o que poderia enriquecer a análise.
Até o dia da votação, novas pesquisas podem trazer atualizações sobre o cenário. Por ora, a disputa permanece aberta, com Jordy, Benedita, Portinho e Pedro Paulo na briga pelas duas cadeiras em jogo.
Fonte
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