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Pesquisa eleitoral no RS: Zucco e Brizola empatados no 1º turno

Pesquisa eleitoral no RS: Zucco e Brizola empatados no 1º turno

Crédito: exame.com

Uma nova pesquisa do Paraná Pesquisas sobre a sucessão estadual no Rio Grande do Sul, divulgada nesta semana, aponta um cenário de empate técnico na liderança da disputa pelo Palácio Piratini. O deputado federal Zucco (PL) aparece com 34,4% das intenções de voto, enquanto a deputada estadual Juliana Brizola (PDT) registra 31,4%. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro de 2,6 pontos para mais ou para menos, o que configura um empate técnico no limite da margem.

O levantamento ouviu eleitores de todos os municípios do estado, entre os dias 5 e 9 de setembro, e traz um retrato detalhado do momento pré-eleitoral. Além da disputa majoritária, o estudo avaliou a rejeição dos candidatos e a aprovação do atual governador, Eduardo Leite (PSD). Os números indicam uma corrida acirrada, com um eleitorado ainda dividido e um cenário de indefinição que pode se manter até a véspera da votação.

Disputa pela liderança segue acirrada

No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor, Zucco e Juliana Brizola lideram com folga em relação aos demais concorrentes. O ex-governador e candidato do MDB, Gabriel Souza, alcança 11,3% das menções, consolidando-se como o terceiro colocado, mas ainda distante dos dois primeiros.

Marcelo Maranata (PSDB) marca 4,1%, enquanto Cesar Pontes (PCO) tem 2,3%. Na parte de baixo da tabela, Rejane de Oliveira (PSTU) e Priscila Voigt (UP) registram 1,3% e 1,1%, respectivamente. Os votos em branco, nulos ou a opção por não votar em nenhum dos candidatos somam 7,7%, e 6,3% dos entrevistados preferiram não opinar.

O levantamento não simulou cenários de segundo turno, o que significa que, por enquanto, não é possível saber como ficaria um eventual confronto direto entre os dois favoritos. A pesquisa, no entanto, indica que a disputa pela liderança deve continuar intensa nas próximas semanas, com os dois candidatos buscando ampliar suas bases e reduzir a rejeição.

Rejeição dos candidatos é fator decisivo

A pesquisa também mediu a rejeição dos postulantes, ou seja, o percentual de eleitores que afirmam não votar de jeito nenhum em cada um deles. Juliana Brizola lidera esse quesito, com 28,7% de rejeição, seguida por Zucco, que aparece com 24,2%. Gabriel Souza é rejeitado por 10,6% dos entrevistados, um índice bem menor que o dos dois primeiros colocados.

Por outro lado, a fatia do eleitorado que afirma poder votar em todos os candidatos soma 11,5%. Esse dado sugere que ainda há uma parcela considerável de eleitores em aberto, que pode ser decisiva para definir o resultado. A alta rejeição de Brizola e Zucco, no entanto, pode ser um obstáculo para ambos, especialmente se a disputa for para o segundo turno.

Especialistas apontam que a rejeição é um dos principais fatores que influenciam o voto no segundo turno, e os números mostram que os dois líderes têm desafios significativos para conquistar o eleitorado que rejeita seus nomes. A campanha de cada um deve focar em reduzir esses índices e ampliar o leque de apoio.

Avaliação do governo Eduardo Leite

O levantamento também avaliou a administração do governador Eduardo Leite, que está no cargo desde 2019. O governo é aprovado por 49,2% dos entrevistados e desaprovado por 47,8%, o que configura empate técnico, considerando a margem de erro. A avaliação positiva (ótima ou boa) é de 33,4%, enquanto 34,0% consideram a gestão ruim ou péssima. Outros 30,7% avaliam a administração como regular.

Os números indicam um cenário de divisão na opinião pública sobre o governo estadual, o que pode influenciar a corrida eleitoral. Leite, que é do PSD, não é candidato à reeleição, mas seu governo pode ser um fator de apoio ou rejeição para os candidatos que buscam sua sucessão. A aprovação do governador, embora não seja majoritária, é um sinal de que a gestão tem uma base de apoio considerável, mas também enfrenta resistência significativa.

A pesquisa Paraná Pesquisas ouviu 1.540 eleitores em 60 municípios do Rio Grande do Sul, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. Os dados completos podem ser consultados no site do instituto. O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 9 de setembro, conforme registrado no TSE.

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