Lula lidera primeiro turno com 40%
O presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 40% das intenções de voto no primeiro turno, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 28%. Dessa forma, os dois continuam polarizando a disputa presidencial, conforme o levantamento.
Em relação à pesquisa anterior do instituto, de junho, Lula oscilou um ponto percentual para cima, passando de 39% para 40%. Já Flávio caiu um ponto, de 29% para 28%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, ou seja, a vantagem de Lula sobre Flávio (12 pontos) está fora da margem e indica estabilidade no cenário eleitoral.
Os eleitores indecisos somam 11% no primeiro turno, enquanto 8% disseram que vão anular o voto, votar em branco ou não vão votar. Consequentemente, esses números mostram que ainda há um contingente significativo de eleitores que não definiram seu voto ou que rejeitam os dois principais candidatos.
Segundo turno: Lula venceria Flávio
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, o petista venceria por 45% a 37%, segundo a pesquisa. Nesse cenário, votos em branco e nulo somam 14% e indecisos são 4%. Comparado ao levantamento de junho, Lula subiu de 44% para 45%, enquanto Flávio caiu de 38% para 37%.
A vantagem de 8 pontos percentuais de Lula no segundo turno também está dentro da margem de erro, mas indica uma tendência de manutenção da liderança do atual presidente. Ademais, a polarização entre os dois candidatos é evidente, e os demais pré-candidatos não pontuam o suficiente para ameaçar essa disputa.
65% dos eleitores já decidiram voto
Dos entrevistados, 65% disseram que a escolha de voto é definitiva, enquanto 35% afirmaram que podem mudar. Esse dado sugere que a maioria do eleitorado já está consolidada, mas ainda há um terço que pode ser influenciado por eventos futuros, como debates, campanhas ou fatos novos.
A pesquisa também revela que, apesar da polarização, a rejeição aos candidatos pode ser um fator relevante. Por exemplo, os 14% de votos brancos e nulos no segundo turno indicam insatisfação com as opções disponíveis.
Metodologia e registro da pesquisa
A pesquisa Genial/Quaest foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026. O instituto realizou 2.004 entrevistas entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e custou R$ 433.255,00.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os dados foram coletados por meio de entrevistas presenciais em domicílios, abrangendo todas as regiões do país. A fonte não detalhou o número de municípios visitados, mas a amostra é representativa do eleitorado brasileiro.
O instituto Quaest é conhecido por suas pesquisas de opinião e já realizou diversos levantamentos para o Banco Genial. A contratação por uma instituição financeira privada garante independência na apuração, contudo, cabe ao leitor considerar a origem dos recursos.
Comparação com pesquisas anteriores
Em relação à pesquisa anterior do instituto, de junho, Lula oscilou um ponto percentual para cima e Flávio, um ponto percentual para baixo nos dois turnos. No primeiro turno, Lula foi de 39% para 40% e no segundo turno, de 44% para 45%. Flávio passou de 29% para 28% no primeiro turno e no segundo, de 38% para 37%.
Essas oscilações estão dentro da margem de erro, indicando que o cenário eleitoral se manteve estável no último mês. A polarização entre Lula e Flávio continua, e os demais pré-candidatos não apresentam crescimento significativo. A pesquisa não detalhou as intenções de voto para outros candidatos, mas a soma de indecisos, brancos e nulos (19% no primeiro turno) sugere que há espaço para mudanças.
O levantamento Genial/Quaest é mais um indicador de que a eleição presidencial de 2026 deve ser decidida entre Lula e Flávio, mas ainda há tempo para reviravoltas. A consolidação de 65% dos votos como definitivos mostra que a campanha eleitoral terá como alvo os 35% que ainda podem mudar de voto.

