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Datafolha: 30% votam para impedir candidato

Datafolha: 30% votam para impedir candidato

Crédito: exame.com

Uma pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21) revela que três em cada dez eleitores brasileiros (30%) afirmam que seu voto para presidente tem como principal objetivo impedir que outro candidato seja eleito. O levantamento também mostra que a maioria (61%) dos entrevistados diz escolher seu candidato por considerá-lo o mais preparado para ocupar o cargo.

Os dados indicam um cenário de polarização e decisão consolidada, com 72% dos eleitores totalmente decididos sobre o voto. A pesquisa ouviu eleitores em todo o país e traz um retrato das motivações e do nível de convicção do eleitorado.

Voto como barreira

O percentual de 30% que vota para impedir outro candidato revela uma motivação negativa, muitas vezes chamada de “voto útil” ou “voto de rejeição”. Esse comportamento é mais acentuado em alguns grupos de apoiadores. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), 35% dizem votar no atual senador para derrotar outro candidato. Já entre os apoiadores de Renan Santos (Missão), 24% afirmam ter como objetivo impedir a vitória de outro nome, mas a margem de erro para esse grupo é de 12 pontos percentuais, o que torna a diferença estatisticamente não significativa.

Essa diferença de 11 pontos percentuais entre os dois grupos mostra que a rejeição ao adversário é um fator mais forte no eleitorado de Flávio Bolsonaro. No entanto, a margem de erro para os eleitores de Renan Santos é de 12 pontos, o que significa que o número pode variar entre 12% e 36%, tornando a comparação estatisticamente imprecisa. A pesquisa não informou a margem de erro específica para o grupo de Flávio Bolsonaro.

Preparação é o principal critério

Para a maioria dos eleitores, a escolha do candidato se baseia em uma avaliação positiva de suas capacidades. No total, 61% dos entrevistados afirmam que votam no candidato por considerá-lo o mais preparado para o cargo. Esse percentual é ainda maior entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro: 56% dizem que ele é o mais preparado, enquanto 35% votam para impedir outro candidato. Somando os que votam por preparação e os que votam para impedir, tem-se 91% dos apoiadores com motivação clara; os 7% restantes deram respostas diferentes e 2% não souberam responder.

Entre os eleitores de Renan Santos, a preparação também é um fator relevante, mas o levantamento não detalhou o percentual específico. A diferença entre os grupos sugere que a rejeição ao adversário é um motivador mais forte no eleitorado de Flávio Bolsonaro.

Decisão consolidada

A pesquisa também mediu o nível de convicção dos eleitores. No geral, 72% dos entrevistados afirmam estar totalmente decididos sobre o voto, enquanto 27% dizem que ainda podem mudar de candidato e 1% não soube responder. Entre os eleitores de Lula, a decisão é ainda mais sólida: 82% estão totalmente decididos. No eleitorado de Flávio Bolsonaro, 78% também declaram total convicção.

Esses números indicam que, a poucos dias da eleição, a maioria dos eleitores já tem uma escolha firme, o que reduz o espaço para mudanças de última hora. A alta taxa de decisão entre os apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro sugere que a disputa pode se concentrar na mobilização dos indecisos, que representam pouco mais de um quarto do eleitorado.

Em resumo, a pesquisa Datafolha mostra um eleitorado dividido entre a escolha pelo candidato mais preparado e o voto para impedir a eleição de outro. A decisão está consolidada para a maioria, mas ainda há um contingente de eleitores que pode mudar de voto até o dia da eleição.

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