Em meio a um cenário de incertezas econômicas globais, dois dos maiores bancos de investimento do mundo, Goldman Sachs e UBS, avaliam que o ouro voltou a ser visto como uma opção de investimento atrativa. A análise, divulgada recentemente, aponta para um momento em que investidores buscam proteção contra riscos macroeconômicos, elevando a demanda pelo metal precioso.
Ouro em alta: UBS vê potencial de US$ 5.400
Segundo o UBS, os preços do ouro subiram 13% no último mês, um movimento expressivo que reflete o crescente apetite por ativos considerados seguros. O banco suíço destaca que, historicamente, preocupações relacionadas à sustentabilidade da dívida e à desvalorização das moedas tendem a favorecer os metais preciosos. Nesse contexto, o UBS considera que o aumento do endividamento e a incerteza sobre como os governos irão financiá-lo devem continuar a favorecer o ouro.
Com base nessa visão, o UBS prevê que a cotação do metal dourado atinja os US$ 5.400 por onça-troy nos próximos 12 meses. Essa projeção reforça a tese de que o ouro pode ser um porto seguro em tempos de turbulência, especialmente quando as políticas fiscais e monetárias geram dúvidas sobre o valor das moedas fiduciárias.
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Goldman Sachs: demanda por proteção e juros nos EUA
O Goldman Sachs, por sua vez, observa que a demanda por opções de compra de ouro ganhou força em meio à retomada da demanda por proteção contra riscos relacionados às políticas macroeconômicas globais. Esse movimento indica que investidores estão se posicionando para possíveis cenários adversos, buscando no ouro uma salvaguarda para seus portfólios.
Outro fator que influencia a visão do banco é a percepção de que a convicção do mercado em relação a novas altas nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve perdeu força. O Goldman trabalha com o cenário de manutenção da taxa de juros dos EUA no intervalo atual de 3,50% a 3,75% até o final de 2026. Essa perspectiva de juros estáveis tende a reduzir o custo de oportunidade de deter ouro, que não paga juros, tornando o metal mais atraente.
Projeções e riscos: o que esperar do ouro
O Goldman afirma que vê potencial de alta significativa em relação à sua projeção de US$ 4.900 por onça para o ouro no final de 2026. Essa estimativa, no entanto, pressupõe a continuidade da forte demanda dos bancos centrais e uma recuperação da demanda de investidores privados por ETFs, à medida que o Fed mantenha os juros inalterados em 2026.
Vale ressaltar que a estimativa do Goldman não incorpora a elevada demanda por proteção contra riscos de políticas macroeconômicas globais por meio de opções de compra de ouro. O banco considera que a estimativa pode ter viés de alta, caso os fluxos de entrada de investidores em ETFs apresentem recuperação conforme o esperado e o atual nível elevado de posições em opções de compra persista.
Diante desse cenário, a decisão de comprar ouro depende do seu perfil de risco e horizonte. Se você busca proteção contra incertezas macroeconômicas, as projeções de Goldman e UBS indicam potencial de alta, mas é essencial diversificar e não concentrar todo o portfólio em um único ativo. O artigo não detalhou outros fatores que possam influenciar a cotação, como eventos geopolíticos ou mudanças na política monetária de outras grandes economias.
Fonte
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