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Inadimplência no 3T26: bancos veem piora, mostra BC

Inadimplência no 3T26: bancos veem piora, mostra BC

Crédito: www.seudinheiro.com

O Desenrola renegociou R$ 25,51 bilhões em dívidas até agosto, dando alívio a consumidores com contas atrasadas. Apesar disso, os bancos preveem nova piora da inadimplência no 3T26, ainda que mais suave que no trimestre anterior. O sinal aparece na Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC), do Banco Central.

Crédito mais restrito

Segundo o relatório, ainda que a demanda por dinheiro continue firme, quem empresta está menos disposto a correr riscos. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de continuidade do aperto para as empresas e de relativa estabilização no crédito destinado às pessoas físicas. Para o próximo trimestre, as instituições esperam “continuidade da deterioração, porém em menor intensidade que a observada no trimestre anterior”.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

MPMEs na mira

Entre as pessoas jurídicas, as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) estão entre os grupos que devem enfrentar um ambiente mais restritivo. Para o 3T26, os bancos ainda esperam restrição, principalmente por fatores relacionados à inadimplência. A concorrência pode suavizar o aperto, mas o risco de calote segue alto.

Grandes empresas também sentem

Nas grandes empresas, a torneira do crédito também secou mais no segundo trimestre, e a expectativa é de manutenção desse quadro no terceiro, pressionada principalmente pela inadimplência e pelas condições gerais da economia doméstica. Há um fator capaz de suavizar esse movimento: o mercado de trabalho. Emprego e renda ainda dão sustentação à demanda por crédito, mas o comprometimento financeiro das famílias e a inadimplência limitam a disposição dos bancos de acelerar os empréstimos.

Desenrola em ação

A pesquisa destaca a menor tolerância ao risco e a maior expectativa de inadimplência como fatores de pressão. O Novo Desenrola Brasil, lançado em maio, mira pessoas com renda de até cinco salários-mínimos e dívidas em atraso há mais de 90 dias, combinando descontos e renegociação. Até agosto, o programa renegociou R$ 25,51 bilhões em dívidas, segundo a Folha. O Desenrola Adimplentes, lançado em junho, permite renegociar dívidas com condições melhores, com BB e Caixa.

Alívio parcial

Essas iniciativas podem ajudar a reorganizar as carteiras dos bancos e aliviar a situação de parte dos devedores. Contudo, a fotografia da PTC mostra que, na avaliação das instituições, ainda é cedo para considerar resolvida a questão da qualidade do crédito. A inadimplência segue no radar e deve continuar pressionando o sistema financeiro no curto prazo.

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