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C&A CEAB3: Itaú BBA vê alta de 121% e caixa em 2027

C&A CEAB3: Itaú BBA vê alta de 121% e caixa em 2027

Crédito: www.seudinheiro.com

O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para as ações da C&A (CEAB3), com preço-alvo de R$ 18 ao fim de 2027. O valor representa um potencial de valorização de cerca de 121% em relação aos valores atuais de negociação. A avaliação foi divulgada em relatório recente do banco, que detalha as projeções financeiras e o plano estratégico da varejista de moda.

Potencial de alta supera 120%

Segundo o Itaú BBA, o preço-alvo de R$ 18 ao fim de 2027 indica um potencial de valorização de cerca de 121% em relação aos valores atuais de negociação. Essa estimativa reflete a confiança do banco na capacidade da C&A de gerar caixa e expandir sua operação nos próximos anos. O relatório destaca que a recomendação de compra foi mantida, sinalizando otimismo com a trajetória da companhia. A análise considera tanto o desempenho operacional quanto as iniciativas de crescimento anunciadas pela varejista.

O banco projeta que a C&A alcançará um Ebitda de aproximadamente R$ 1,2 bilhão em 2027, antes dos efeitos contábeis do IFRS 16. Esse indicador é fundamental para avaliar a geração de caixa operacional da empresa. Com base nessa projeção, o Itaú BBA calcula um fluxo de caixa livre para os acionistas de aproximadamente R$ 340 milhões em 2027. Esse montante considera diversos fatores, incluindo investimentos e variações no capital de giro.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Detalhes do fluxo de caixa projetado

Para chegar ao fluxo de caixa livre, o Itaú BBA calcula um consumo de R$ 145 milhões pelo capital de giro. Além disso, o banco estima desembolsos de aproximadamente R$ 700 milhões em investimentos, equivalentes a 7,9% da receita líquida. Também entram na conta R$ 250 milhões provenientes da monetização de créditos tributários. Esses números compõem a projeção de fluxo de caixa livre para os acionistas de aproximadamente R$ 340 milhões em 2027.

A C&A indicou que poderia operar com uma dívida líquida equivalente a até 0,5 vez o Ebitda. Esse nível de alavancagem é considerado saudável pelo banco, pois permite flexibilidade financeira para investir no crescimento. A companhia espera destinar entre 7% e 8% da receita líquida a investimentos até 2030. O percentual está próximo dos 7,2% registrados nos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2026.

Plano de expansão física e digital

O dinheiro financiará a abertura de 60 a 80 lojas, a reforma de 100 a 120 unidades dentro do modelo Energia e iniciativas de tecnologia e mudanças na estrutura logística. O planejamento para o período entre 2027 e 2030 terá quatro pilares: reforço da oferta de produtos, maior integração entre lojas e canais digitais, aprofundamento do relacionamento com os clientes e aceleração da expansão física. Essas ações visam fortalecer a presença da C&A no mercado brasileiro de vestuário.

O modelo Energia já foi implantado em mais de 100 lojas. As vendas de roupas por metro quadrado dessas unidades aumentaram 34% entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025. A cobertura desse sistema deve passar de 54% dos produtos em 2025 para aproximadamente 70% até 2030. O comércio eletrônico representa atualmente cerca de 7% das vendas da C&A, e a meta é elevar essa participação para 15% até 2030.

Perspectivas para os acionistas

O relatório do Itaú BBA reforça a visão positiva para a C&A, destacando a combinação de expansão física, melhora operacional e disciplina financeira. A projeção de fluxo de caixa livre de R$ 340 milhões em 2027 indica que a companhia poderá recompensar os acionistas ou reinvestir no negócio. O preço-alvo de R$ 18 ao fim de 2027 sugere que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de geração de valor da varejista. A recomendação de compra permanece, sustentada pelas estimativas de Ebitda e pelos planos de crescimento até 2030.

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