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UBS BB recomenda compra de ações B3 com alvo de R$ 18,50

UBS BB recomenda compra de ações B3 com alvo de R$ 18,50

Crédito: www.seudinheiro.com

O UBS BB manteve a recomendação de compra para as ações da B3 (B3SA3), mesmo diante da saída líquida de R$ 21 bilhões de investidores estrangeiros no acumulado de agosto até o momento. O preço-alvo estipulado é de R$ 18,50, o que representa um potencial de valorização de 17,46% em relação ao último fechamento. A recomendação foi divulgada em relatório assinado pelos analistas Kaio Prato, Camila Azevedo e Eduardo Resende.

O banco sustenta a tese de que o papel está barato: o P/L de 12,5 vezes está abaixo da média histórica de 14 vezes e o prêmio sobre a BMV caiu de 18% para 6%. A B3 é negociada a 12,5 vezes o preço sobre lucro (P/L), abaixo da média histórica de 14 vezes. Além disso, o prêmio da B3 em relação à bolsa mexicana (BMV) encolheu dos históricos 18% para apenas 6%, sinalizando que a diferença de valuation se reduziu.

Valuation atrativo e prêmio reduzido

O múltiplo P/L de 12,5 vezes é um dos principais argumentos do UBS BB. A média histórica de 14 vezes sugere que a ação tem espaço para se aproximar desse patamar, caso o mercado normalize suas expectativas. Esse encolhimento do prêmio reforça a atratividade relativa da ação.

Os analistas não detalharam projeções de lucro para os próximos trimestres, mas ajustaram em -1% o lucro estimado para 2026/2027. A revisão é modesta e não altera a visão construtiva para o papel. A fonte não detalhou os motivos específicos desse ajuste, mas o relatório indica que as previsões de volume foram recalibradas.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Volumes em recuperação gradual

O volume médio de negociação diária (ADTV) da B3 tombou 24% em julho para R$ 22,6 bilhões. No entanto, agosto mostra sinais de melhora: o ADTV até o momento é de R$ 31,2 bilhões. O UBS BB projeta volumes de R$ 28,4 bilhões no terceiro trimestre e de R$ 31,1 bilhões nos últimos três meses do ano.

A recuperação dos volumes é crucial para a receita da B3, que depende diretamente da atividade de negociação. A saída de estrangeiros pressiona o fluxo, mas o banco parece acreditar que o pior já passou. A redução de 6% nas previsões de ADTV para os próximos anos reflete um cenário mais conservador, porém ainda compatível com a tese de investimento.

Estrangeiros saem, mas banco mantém convicção

A debandada de investidores estrangeiros é um fator de risco relevante. O fluxo negativo de R$ 21 bilhões em agosto até o momento mostra que o apetite por ativos brasileiros segue fraco. Mesmo assim, o UBS BB não alterou a recomendação de compra, indicando que a visão de longo prazo prevalece sobre o ruído de curto prazo.

O banco não especificou o impacto exato da saída de estrangeiros nas projeções de lucro, mas o ajuste de -1% para 2026/2027 sugere uma leve incorporação desse cenário. A resiliência da recomendação pode ser interpretada como confiança na capacidade da B3 de se adaptar a um ambiente de menor participação externa.

Riscos e considerações finais

Entre os riscos para a tese, estão a persistência da saída de capital estrangeiro, a concorrência de outras bolsas e a sensibilidade dos volumes ao cenário macroeconômico. O relatório não lista outros riscos além dos citados, mas a concorrência de outras bolsas e a sensibilidade dos volumes ao cenário macroeconômico merecem atenção. A recomendação de compra com preço-alvo de R$ 18,50 permanece válida; o investidor deve monitorar o fluxo estrangeiro e os volumes diários, pois são os principais riscos à tese.

Em resumo, o UBS BB vê a B3 como uma oportunidade de valor assimétrico, ancorada em um P/L abaixo da média histórica e na expectativa de normalização dos volumes. A manutenção da recomendação, apesar da debandada estrangeira, reforça a convicção dos analistas na recuperação gradual da bolsa brasileira.

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