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Citi corta recomendação da Ânima após compra da FMU

Citi corta recomendação da Ânima após compra da FMU

Crédito: www.seudinheiro.com

O Citi perdeu a paciência com a Ânima (ANIM3) e cortou a recomendação das ações após a compra da Faculdade das Américas (FMU) por R$ 410 milhões. O banco reduziu as estimativas de lucro líquido para 2026 e 2027, que agora são de R$ 172 milhões e R$ 236 milhões, respectivamente — quedas de 7% e 24% em relação às projeções anteriores. A decisão reflete a percepção de que os riscos da operação superam os benefícios.

Riscos superam benefícios na visão do Citi

Para o Citi, os riscos ainda superam os benefícios da operação. O negócio principal da Ânima já apresenta sinais de deterioração, com expectativa de aumento da evasão de alunos no segundo trimestre. A integração da FMU adiciona riscos de execução e pressiona o balanço da companhia. Os analistas afirmam que os papéis ainda não incorporam totalmente o impacto da operação, o que pode levar a novas revisões para baixo.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Aquisição da FMU: preço elevado e dívida

A Ânima pagou R$ 410 milhões pela FMU, que tem cerca de 51 mil alunos, nota máxima no MEC e forte atuação nos cursos de Direito e Saúde. No entanto, segundo analistas do BTG Pactual, considerando a dívida de cerca de R$ 150 milhões da FMU, a aquisição passa a valer aproximadamente R$ 560 milhões. Além disso, a FMU passa por recuperação judicial, o que aumenta a complexidade da integração.

Múltiplo pago está acima do mercado

A Ânima pagou um preço equivalente a cerca de 10 vezes o Ebitda anual da FMU. Esse múltiplo está bem acima das cerca de 3,3 vezes EV/Ebitda em que a própria Ânima negocia atualmente. Gestores de mercado apontam que o dinheiro poderia ter sido melhor alocado com recompra de ações ou pagamento de dividendos, especialmente em um ambiente de juros elevados que não favorece o endividamento.

Disciplina de capital foi quebrada

A Ânima vinha buscando reconquistar o apreço do mercado com disciplina de capital e controle do endividamento. No entanto, a narrativa de disciplina de capital se quebrou com a compra da FMU. A empresa agora enfrenta o desafio de integrar a faculdade sem comprometer ainda mais seu balanço e sua rentabilidade. A Ânima divulga seus números no dia 14 de agosto, quando o mercado poderá avaliar melhor os efeitos da aquisição.

Na visão da Ânima, a aquisição fortalece sua presença em São Paulo, mas o Citi e outros analistas veem com cautela o alto preço pago e os riscos envolvidos. O mercado aguarda os próximos passos da companhia para saber se a aposta na FMU trará os retornos esperados.

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