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Carteira recomendada Itaú BBA: 800 ações e 23% ao ano

Carteira recomendada Itaú BBA: 800 ações e 23% ao ano

Crédito: www.seudinheiro.com

O Itaú BBA apresentou uma carteira recomendada que reúne mais de 800 ações de diferentes países, todas acessíveis ao investidor brasileiro por meio de 11 pacotes negociados diretamente na bolsa brasileira. A proposta é permitir exposição a temas como inteligência artificial, semicondutores, defesa, saúde e energia, sem a necessidade de comprar cada papel individualmente. A carteira selecionada pelo banco busca lucros nesses segmentos e pode ser adquirida em reais, sem abrir conta no exterior.

Os 11 pacotes são fundos de índice, mais conhecidos pela sigla ETF (Exchange Traded Fund, em inglês). Esses veículos seguem a performance de um índice diretamente na bolsa e podem investir em diferentes estratégias: renda fixa, ações, moedas, commodities, entre outras. No caso da carteira do Itaú BBA, o foco é totalmente em ativos de renda variável, principalmente no exterior.

Como funciona a carteira recomendada

O Itaú BBA criou uma carteira recomendada com centenas de companhias de diferentes países. A possibilidade de investir por meio de fundos de índice simplifica o acesso a mercados globais. ETFs gringos podem ser negociados na B3 por meio de BDRs (Brazilian Depositary Receipts, na sigla em inglês). Na carteira recomendada, há quatro BDRs de ETFs; os demais sete fundos de índice são de gestoras brasileiras.

A ideia dos analistas responsáveis pelo portfólio é o investimento em mais de 800 papéis, todos pela B3, em reais. Isso elimina a necessidade de abrir conta em corretora estrangeira, enviar dinheiro para fora ou lidar com câmbio. O investidor brasileiro pode montar a carteira usando apenas sua conta em uma corretora local, comprando as cotas dos ETFs como se fossem ações.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Alocação global com foco em tecnologia

71% da carteira recomendada está alocada fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos e em mercados asiáticos ligados à indústria de semicondutores. O que permanece no Brasil combina papéis pagadores de dividendos, setor financeiro e materiais básicos. Essa divisão busca equilibrar o potencial de crescimento das empresas globais de tecnologia com a previsibilidade de renda das companhias brasileiras.

Dentro da parcela internacional, 41% da alocação está concentrada em temas que devem continuar ganhando relevância nos próximos anos, como inteligência artificial, semicondutores, defesa, saúde e infraestrutura energética para os data centers de IA. A maior parte da carteira está alocada no índice S&P 500, com as 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Essa exposição dá acesso a gigantes como as big techs, que têm impulsionado os mercados globais.

Retorno de 23,3% ao ano

Nos últimos três anos, os 11 fundos de índice tiveram um retorno acumulado de 92,3%. Ao ano, essa rentabilidade representa 23,3%. No mesmo intervalo, o S&P 500 em dólar avançou 69,9%, enquanto o Ibovespa registrou ganho de 46%. Ou seja, a carteira recomendada superou tanto o principal índice americano quanto o brasileiro, mesmo considerando a variação cambial.

É importante notar que o desempenho passado não garante resultados futuros. A carteira do Itaú BBA é uma recomendação de alocação, não uma promessa de retorno. O investidor deve avaliar seu perfil de risco e objetivos antes de seguir qualquer sugestão. Os custos envolvidos na negociação dos ETFs ou BDRs, como taxas de corretagem ou administração, não foram informados pelo Itaú BBA.

Por que investir em ETFs?

Os ETFs oferecem diversificação instantânea, pois cada cota representa uma fração de dezenas ou centenas de ações. Em vez de escolher uma única empresa de semicondutores, por exemplo, o investidor pode comprar um ETF que reúne as principais companhias do setor. Isso reduz o risco de um papel específico ter um mau desempenho e arrastar toda a carteira.

Além disso, a negociação em bolsa brasileira traz praticidade: as ordens são executadas em reais, durante o horário regular do pregão, e o investidor pode acompanhar a cotação em tempo real. Para quem busca exposição internacional sem abrir conta no exterior, os BDRs de ETFs são uma alternativa regulada pela CVM e acessível a qualquer investidor com conta em corretora.

Riscos e considerações

Embora a carteira recomendada tenha tido um retorno anualizado de 23,3% nos últimos três anos, é preciso considerar que o período foi marcado por forte recuperação das bolsas globais após a pandemia. A concentração em tecnologia e semicondutores pode aumentar a volatilidade em momentos de aversão a risco. O investidor deve estar preparado para oscilações significativas no curto prazo.

O Itaú BBA não informou se a carteira é revisada periodicamente ou se há uma data de validade para a recomendação. Os critérios exatos para a seleção dos 11 ETFs, além do foco em temas de crescimento, não foram divulgados. Antes de investir, é recomendável consultar o material completo do Itaú BBA e, se necessário, um assessor financeiro.

Como montar a carteira na prática

Para replicar a carteira recomendada, o investidor precisa ter conta em uma corretora que ofereça negociação de ETFs e BDRs na B3. Basta buscar os códigos de negociação dos 11 fundos de índice indicados pelo Itaú BBA e enviar ordens de compra. Como se trata de ativos de renda variável, não há garantia de rentabilidade mínima, e o capital investido pode sofrer perdas.

Uma vantagem é a possibilidade de investir em pequenos valores, já que as cotas de ETFs costumam ter preços acessíveis. Isso permite ao investidor iniciar com pouco dinheiro e ir aumentando a posição ao longo do tempo. O valor mínimo necessário para montar a carteira completa não foi informado, mas a compra fracionada de cotas é possível em muitas corretoras.

Em resumo, a carteira recomendada do Itaú BBA oferece uma forma simplificada de acessar mais de 800 ações globais por meio de 11 ETFs negociados na B3. Com retorno anualizado de 23,3% nos últimos três anos, superou o S&P 500 e o Ibovespa no período. No entanto, o investidor deve considerar os riscos e buscar orientação profissional antes de tomar decisões.

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