O primeiro semestre de 2026 foi turbulento para as criptomoedas. Guerras em curso, juros mais altos e liquidez mais escassa derrubaram o bitcoin (BTC) em mais de 20% no ano. Esse cenário de preços deprimidos, portanto, abre espaço para oportunidades de entrada na segunda metade do ano, segundo especialistas ouvidos pelo portal.
Especialistas recomendam diversificação
A dupla avisa que o caminho mais seguro para o investidor pessoa física é começar pela diversificação. Oyama defende um caminho mais conservador dentro do próprio universo dos ativos digitais: entrar por meio de uma cesta diversificada — um índice. Um índice, dessa forma, reduz o risco de errar na escolha do vencedor e ainda captura o movimento do mercado como um todo. Oyama defende o início dessa posição por meio de um beta, de uma cesta, de um índice que tenha sua diversificação.
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Ativos que se destacam na crise
Rebelo chama atenção para ativos que estão performando bem mesmo com a atual queda de preços do bitcoin. O principal exemplo citado pelo analista da Empiricus é a Hyperliquid (HYPE), uma corretora descentralizada que converte o volume de negociação em taxas — e essas taxas, em recompras (buybacks) do próprio token. Segundo Rebelo, a estrutura da Hyperliquid é mais saudável do que a de muitos tokens lançados desde 2023, com pouca diluição e baixa dependência de fundos de venture capital. O ativo, ademais, já foi indicado três vezes pela Empiricus e também compõe a carteira automatizada Crypto Momentum da casa.
Bitcoin: queda expressiva e assimetria
O bitcoin saiu da máxima de US$ 126 mil em outubro do ano passado para operar na casa dos US$ 60 mil hoje, uma queda de mais de 50%. Para o executivo da Hashdex, a maior criptomoeda do mundo mostra hoje “uma assimetria bastante grande”. Oyama afirma que estar zerado é um custo alto. Nenhum dos dois especialistas se arriscou a cravar um número exato para até onde os preços do BTC podem chegar. Rebelo, no entanto, estima que o cenário atual oferece uma relação de risco-retorno de duas vezes. Na conta do analista da Empiricus, o pior cenário levaria o bitcoin a seguir no caminho dos US$ 49 mil. Já no cenário mais otimista, ele vê espaço para o ativo negociar até perto de US$ 90 mil.
Sinal de entrada para investidores
Rebelo disse: “Do ponto de vista de sinal, esse é o sinal”. Rebelo acrescentou: “Geralmente quando se está falando de um ativo com assimetria de retorno, esse é um excelente ponto de entrada, justamente porque tudo que está de ruim na teoria está precificado”.
Fonte
- www.seudinheiro.com
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