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XP: só uma ação para comprar no setor; Raízen não melhora

XP: só uma ação para comprar no setor; Raízen não melhora

Crédito: www.seudinheiro.com

Análise da XP para o setor sucroenergético

A XP Investimentos atualizou suas projeções e recomendações para as principais empresas do setor sucroenergético. O panorama é misto, com apenas uma ação recebendo indicação de compra.

Para a Raízen, uma das maiores players do mercado, a análise sugere que as perspectivas de melhora não devem se materializar no curto prazo. A tese de investimento é considerada cada vez mais complexa.

Calendário de divulgação dos resultados

As usinas do setor sucroenergético começam a divulgar os números do terceiro trimestre da safra 2025/2026 na próxima semana. A expectativa da XP é de um desempenho neutro para o setor no 3T26.

Vale lembrar que este segmento não segue o ano-calendário tradicional na divulgação de seus resultados. As empresas reportam números com base na safra, que atravessa dois anos, e em trimestres ligados ao ciclo de moagem da cana.

Portanto, as companhias apresentarão os números do 3T26, mantendo a lógica própria do seu calendário operacional. Essa peculiaridade exige atenção dos investidores ao analisar as tendências de desempenho.

Jalles Machado: a única indicação de compra

Revisão do preço-alvo

Dentre as empresas analisadas, a Jalles Machado é a única indicação de compra da XP. A corretora cortou o preço-alvo da Jalles Machado de R$ 9,50 para R$ 4,10.

O novo preço-alvo implica um potencial de valorização de cerca de 40% em relação ao último fechamento.

Perspectivas desafiadoras

No entanto, a XP avalia que a geração de fluxo de caixa livre e o valuation da Jalles devem permanecer pressionados nos próximos anos.

Essa combinação de recomendação positiva, mas com perspectivas desafiadoras para indicadores fundamentais, reflete um cenário seletivo para investimentos no setor. A análise sugere que, mesmo com a indicação de compra, os investidores devem considerar os riscos de médio prazo.

São Martinho: recomendação neutra mantida

Ajuste no preço-alvo

Para a São Martinho, a XP elevou o preço-alvo de R$ 13,90 para R$ 14,80. O novo preço-alvo representa um avanço de 1,1% em relação ao último fechamento.

Classificação mantida

Apesar desse ajuste positivo, a XP manteve a recomendação neutra para o papel da São Martinho. Esse movimento indica que, embora a corretora veja espaço para uma valorização modesta, não considera fatores suficientes para uma recomendação mais otimista no momento.

A manutenção da classificação neutra sugere que os analistas aguardam novos desenvolvimentos ou a consolidação de tendências antes de revisar seu posicionamento. Dessa forma, o papel permanece em uma zona de observação.

Raízen: cenário complexo e arriscado

Projeções financeiras

Para o time de análise da XP, a tese de investimento da Raízen tornou-se cada vez mais complexa e arriscada. No curto prazo, os analistas da XP seguem projetando queima de caixa e um consequente aumento da alavancagem para a Raízen.

Por outro lado, os resultados recentes da empresa têm sido mais encorajadores, especialmente em função da melhora das margens na operação de Distribuição de Combustíveis no Brasil.

Revisão das estimativas

Essa dualidade entre desafios financeiros imediatos e melhoras operacionais pontuais contribui para a percepção de complexidade. A XP reduziu as estimativas de Ebitda ajustado e Ebit ajustado para 2026 e 2027 em 21% e 7%, respectivamente, reforçando o cenário cauteloso.

Projeções para os próximos resultados

Expectativas para receita e Ebitda

Para os próximos números, a XP projeta queda de 6% na receita líquida na comparação anual para o consolidado. Em contraste, a corretora projeta Ebitda ajustado de R$ 3,6 bilhões, avanço de 17% frente ao mesmo período do ano anterior.

Essa divergência entre receita e lucratividade operacional indica uma possível melhora na eficiência ou mix de produtos, mesmo em um cenário de vendas menores.

Tendências de longo prazo

Os analistas da XP esperam que o etanol de milho ganhe participação frente ao etanol de cana nos próximos anos. Além disso, a XP acredita que players menos competitivos da cana-de-açúcar tendem a reduzir escala ao longo do tempo, o que pode reconfigurar o mercado.

Essas tendências de longo prazo devem ser monitoradas de perto.

Considerações finais

O conjunto de análises da XP pinta um retrato seletivo para o setor sucroenergético, com apenas uma recomendação de compra em meio a avaliações neutras ou cautelosas.

Para a Raízen, em particular, o cenário permanece desafiador, com projeções de pressão financeira no curto prazo, mesmo reconhecendo melhoras operacionais recentes.

A próxima semana, com a divulgação dos resultados do 3T26, trará novos dados para validar ou ajustar essas projeções. Os investidores devem acompanhar atentamente esses números, especialmente os indicadores de fluxo de caixa e alavancagem, que são centrais na avaliação atual da XP.

O setor segue em transformação, com mudanças na matriz de etanol e possíveis ajustes na competitividade entre as empresas.

Fonte

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