Resultado do trimestre
A WEG registrou lucro líquido de R$ 2,10 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 5,7% em relação ao mesmo período de 2025. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 2,10 bilhões, recuo de 3,2% na comparação anual.
A receita operacional líquida somou R$ 9,47 bilhões nos três primeiros meses de 2026, diminuição de 6,1% ante o primeiro trimestre de 2025. Do total, 62,3% foram originados no mercado externo e 37,7% no interno.
Desempenho no exterior
A receita no exterior atingiu R$ 5,9 bilhões, alta anual de 4,5%. Esse crescimento foi parcialmente compensado pelo efeito cambial negativo. O dólar norte-americano médio passou de R$ 5,85 no primeiro trimestre de 2025 para R$ 5,26 no mesmo intervalo de 2026, o que reduziu o valor em reais das vendas internacionais.
Apesar do avanço nominal, a empresa sentiu o impacto da desvalorização cambial sobre a receita obtida fora do Brasil.
Mercado doméstico em queda
O mercado doméstico totalizou R$ 3,6 bilhões, queda anual de 19,5%. O segmento de geração, transmissão e distribuição (GTD) foi o segundo maior gerador de receita da WEG, com 38,3% de participação, mas sua receita caiu 36,4% na comparação anual. A empresa atribuiu a retração à ausência de entregas nos negócios de geração solar centralizada (GC).
Essa queda no GTD doméstico foi o principal fator para o recuo da receita total no Brasil.
Investimentos mantidos
Os investimentos da WEG somaram R$ 622,2 milhões no trimestre. Desse total, 50,6% foram destinados às unidades produtivas no Brasil e 49,4% aplicados nas instalações no exterior. A empresa manteve o ritmo de aportes, priorizando a expansão da capacidade produtiva tanto no mercado interno quanto no externo.
A WEG não detalhou o impacto futuro desses investimentos sobre os resultados.

