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Terremoto na Venezuela: causas e consequências

Terremoto na Venezuela: causas e consequências

Crédito: valor.globo.com

Dois terremotos atingem a Venezuela

A Venezuela sofreu dois terremotos na noite desta quarta-feira (24), com magnitudes de 7,5 e 7,2 graus na Escala Richter. Os tremores resultaram no ferimento de milhares de pessoas e na destruição de diversos prédios. Segundo o governo venezuelano, ao menos 188 mortes foram confirmadas e mais de 1,5 mil pessoas estão feridas.

O país criou um site para registrar as pessoas desaparecidas após os terremotos e, até o início da tarde desta quinta-feira, listava mais de 24 mil pessoas. Ao menos 30 réplicas dos terremotos foram sentidas nas horas seguintes, segundo o governo venezuelano. Cidades da região Norte do Brasil também chegaram a sentir os efeitos dos tremores, segundo relatos.

Esforços de resgate e ajuda internacional

Cerca de 500 equipes venezuelanas de emergência estavam trabalhando no resgate de vítimas. Países como Brasil, Estados Unidos, França, El Salvador e Espanha prometeram enviar ajuda e suprimentos para a Venezuela. A comunidade internacional se mobiliza para apoiar as operações de busca e assistência às vítimas.

Por que a Venezuela tem terremotos?

A crosta terrestre é formada por placas rígidas, conhecidas como placas tectônicas, que flutuam sobre a área chamada manto. Geralmente, a atividade sísmica acontece no limite das placas, os chamados “terremotos interplacas”, mas também é possível haver terremotos de menor intensidade no centro de uma placa, conhecidos como “terremotos intraplacas”, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB).

A Venezuela está localizada no encontro das placas tectônicas do Caribe e Sul-Americana, que tendem a deslizar lateralmente uma em relação a outra. Essa configuração geológica torna o país propenso a terremotos. O SGB afirma que no país, todos os há em média 20 sismos de magnitude maior que 3 graus e dois com magnitude maior que 4 graus.

Como os terremotos são medidos?

O ponto no interior da crosta onde se inicia a ruptura e a consequente liberação da tensão acumulada chama-se hipocentro. O ponto da superfície terrestre imediatamente acima do hipocentro é o epicentro. Em 90% dos casos, a magnitude de um terremoto não passa de 7 graus, comenta o SGB.

Há uma segunda maneira de se medir um terremoto, chamada Escala Mercalli Modificada, que considera a avaliação visual do efeito causado pelo terremoto em objetos e construções e sobre as pessoas. Essa escala complementa a Escala Richter, fornecendo uma medida mais qualitativa dos danos.

Comparação com o Brasil e o mundo

No Brasil, terremotos com magnitude maior que 7 podem ocorrer uma vez a cada 500 anos. O maior terremoto registrado no Brasil ocorreu em 1955, com magnitude 6,2 graus na Escala Richter, e teve seu epicentro 370 km ao norte de Cuiabá (MT), segundo o SGB. O maior terremoto já registrado no mundo aconteceu em 22 de maio de 1960, em Valdivia, no centro-sul do Chile, com magnitude de 9,5 na Escala de Magnitude de Momento (Mw).

75% da energia liberada por terremotos ocorre naquela região do globo, conhecida por Cinturão de Fogo do Pacífico, descreve o SGB. A Venezuela, embora não esteja diretamente no Cinturão de Fogo, sofre influência das placas tectônicas da região.

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