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Tatiana Sampaio, cientista da polilaminina exaltada por João Gomes

Tatiana Sampaio, cientista da polilaminina exaltada por João Gomes

Crédito: exame.com

Quem é Tatiana Sampaio?

A bióloga Tatiana Coelho Sampaio é professora associada e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela lidera a equipe responsável pelo desenvolvimento da polilaminina.

Essa substância se transformou em um medicamento 100% brasileiro no início deste ano. Seu objetivo é ajudar pacientes com lesões na medula espinhal a recuperar total ou parcialmente os movimentos do corpo.

Trajetória e formação científica

Base acadêmica e pesquisa

Tatiana Sampaio tem formação original em Bioquímica e Química de Proteínas. Sua carreira é focada no estudo de proteínas da matriz extracelular.

Desde 1997, ela se dedica especificamente ao estudo da polilaminina. Esta é uma versão derivada da laminina — proteína produzida naturalmente pelo corpo humano — desenvolvida em laboratório.

Atuação profissional

Desde os anos 2000, ela coordena o laboratório na UFRJ. Lá, orienta estudantes e lidera colaborações nacionais e internacionais.

Paralelamente, Tatiana é sócia e consultora científica da Cellen. Esta é uma empresa de produção de células-tronco para uso veterinário.

Sua trajetória ilustra a ponte entre a ciência de ponta e suas potenciais aplicações na sociedade.

O que é a polilaminina?

Definição e desenvolvimento

A polilaminina é uma rede de proteínas que se torna mais escassa no organismo ao longo da vida. Tatiana conseguiu produzir essa substância em laboratório ao longo de quase três décadas de trabalho.

Ela partiu da laminina natural. Em termos simples, a laminina é uma proteína que o corpo humano produz, e a polilaminina é uma versão desenvolvida artificialmente para fins terapêuticos.

Potencial terapêutico

O principal potencial dessa substância está em seu uso para pacientes com lesões na medula espinhal. Segundo resultados divulgados, em estudos experimentais, a polilaminina foi aplicada em oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos.

Nesses casos, a substância foi capaz de recriar conexões entre neurônios no cérebro e o restante do corpo. Isso devolveu movimentos a seis pacientes.

Um exemplo marcante é o de um paciente que estava paralisado do ombro para baixo e voltou a andar sozinho após o tratamento.

Avanços recentes e autorização

Medicamento brasileiro

No início deste ano, a polilaminina alcançou um marco importante. Ela se transformou em um medicamento 100% brasileiro.

O medicamento foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de estudos clínicos. Esta etapa é crucial para validar a segurança e eficácia da substância em humanos.

Detalhes da fase 1

Na fase 1, cinco pessoas com lesão completa da medula espinhal receberão uma única aplicação da substância. Isso ocorrerá até 48 horas após o trauma.

Os pacientes serão acompanhados por seis meses. O objetivo principal é avaliar a segurança do tratamento e verificar a ocorrência de eventuais reações adversas.

Este processo representa um passo fundamental para que a polilaminina possa, no futuro, ser disponibilizada de forma mais ampla.

Próximos passos e expectativas

Importância da autorização

A autorização da Anvisa para a fase 1 de estudos clínicos marca o início de uma nova etapa. Embora os resultados experimentais anteriores tenham sido promissores, é necessário confirmar esses achados.

A confirmação deve ocorrer em um contexto controlado e com maior número de participantes. A fase 1 focará especificamente na segurança.

Futuras etapas da pesquisa

Futuras etapas poderão avaliar também a eficácia em diferentes cenários. A pesquisa liderada por Tatiana Sampaio ilustra o potencial da ciência brasileira para desenvolver soluções inovadoras em saúde.

Com quase três décadas de dedicação, seu trabalho demonstra como a persistência em pesquisa básica pode levar a avanços terapêuticos significativos.

Assim, a comunidade científica e a sociedade acompanham com expectativa os desdobramentos desse estudo. Ele pode oferecer novas esperanças para pacientes com lesões medulares.

Fonte

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