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National Beef diz que redução de tarifas de carne bovina nos EUA seria bem-vinda

National Beef diz que redução de tarifas de carne bovina nos EUA seria bem-vinda

Crédito: valor.globo.com

Declaração sobre tarifas

O diretor presidente da National Beef, Tim Klein, afirmou a analistas nesta sexta-feira (15/05) que a possibilidade de o governo americano reduzir tarifas de importação de carne bovina seria “bem-vinda”. A declaração ocorre em meio a especulações sobre mudanças na política comercial dos Estados Unidos.

No início da semana, a imprensa internacional reportou que o governo de Donald Trump planejava reduzir tarifas de importação de carne bovina de diversas origens. No entanto, posteriormente foi informado que a administração havia adiado a medida. A National Beef, subsidiária da MBRF, aguarda os desdobramentos.

Ciclo bovino e projeções

Klein comentou que até o momento não observou sinais significativos de retenção de novilhas. A retenção de fêmeas é um indicador importante do início do ciclo de recomposição do rebanho.

Segundo ele, a partir do momento em que a retenção começar a ocorrer de forma consistente, ainda levarão cerca de três anos até os animais chegarem às plantas frigoríficas para abate. “Portanto, ao analisarmos a situação atual do ciclo bovino americano, estamos projetando até 2028 ou mais tarde”, disse Klein, referindo-se ao início da recomposição do rebanho.

Operações no Brasil

Nos dois complexos industriais da empresa no Brasil, são produzidos itens de maior valor agregado, com marca, que correspondem a mais de 40% da produção de carne bovina da empresa no país. A MBRF também atua no mercado brasileiro com confinamentos próprios.

Gularte comentou que os confinamentos próprios da MBRF estão abastecidos com gado adquirido “a preços convenientes”. A estratégia visa garantir margens mesmo em um cenário de custos elevados.

Exportações e mercado internacional

A retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal à União Europeia possivelmente vem da necessidade de “validação de processo”, disse o diretor presidente global da MBRF, Miguel Gularte. “Tudo indica que é questão de validação de processo, porque o Brasil vai ter de demonstrar, por meio de uma documentação e certificação de processos, que os seus produtos não têm esse tipo de risco”, explicou.

Em março, a MBRF atingiu recorde nas exportações diretas de aves e suínos, aumentando em 43% os embarques para a Europa e em 18% para a Ásia, na comparação com o trimestre anterior. A empresa também pode reforçar o atendimento à China por meio de suas plantas nos Estados Unidos.

O mercado americano aguarda uma confirmação do governo chinês sobre a autorização para que plantas americanas que exportavam ao país voltem a embarcar carne para os chineses. Tim Klein afirmou: “Certamente, se esse mercado estiver aberto para nós, isso terá um impacto significativo nos valores gerais de corte no futuro, à medida que essas plantas forem re-autorizadas [a exportar]”.

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